Ciências Humanas

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO ENVELHECIMENTO

Publicado por Meire Nunes em 02/03/2017 às 11h26

Este artigo analisa a questão temática do envelhecimento, incluindo nesta abordagem histórico-cultural a análise dos aspectos da identidade do idoso, seus valores culturais, políticos e econômicos, valores simbólicos que constroem a trama das sociedades.

O olhar que a sociedade tem para com o idoso depende intrinsecamente dos fatores sócio-culturais que ela estabelece na relação com este segmento populacional.

O desejo de controlar o envelhecimento é um anseio legítimo e angustiante, e sem dúvida, faz parte da busca pela felicidade das sociedades modernas.

As alterações corporais trazidas pelo tempo (cabelos brancos, fraqueza muscular, pele enrugada e flácida) podem trazer a infelicidade, sendo que a consciência de finitude e decadência física podem gerar a depressão.

A rejeição à terceira idade e a negação dela, parece-nos ser um mecanismo de defesa natural do homem moderno que busca a jovialidade e nega o envelhecimento.

Os estudos nesta dimensão procuram compreender o fenômeno para poder melhor interpretá-lo.

 

Palavras-Chave: Envelhecimento, jovialidade, cultura, sociedade.

ABSTRACT

This article analyzes the theme issue of aging. Included in this historical-cultural approach is an analysis of the identity of the elderly, their cultural, political and economic values, symbolical values that build a society’s plot for dealing with aging.

The way Society looks upon the elderly depends intrinsically on the social and cultural factors that the society establishes in relation with this segment of the population. The desire to control the aging process is both a legitimate desire as well as an agonizing one, and without a doubt, it is an integral part of the modern society’s search for happiness.

The bodily alterations brought on by time (the white hairs, muscular weakness, wrinkled and sagging skin) can bring unhappiness, since a conscience of finitude and physical decay tend to generate depression.

The rejection of the elderly and a denial of it seems to be a mechanism of natural defense of modern man that seeks joviality and denies aging. The studies in this dimension seek to comprehend the phenomena in an effort to better interpret it.

KeywordsAgingjoviality, culture and society

 

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

Foram necessários milhões de anos para a humanidade atingir um bilhão de pessoas, o que teria ocorrido provavelmente em 1830. Cem anos depois, este número dobrou. De 1927 a 1960, a população mundial chegou à marca dos três bilhões de habitantes, e de lá até os dias atuais, esta aceleração do crescimento foi tão substancial que o quinto bilhão veio em 1987 e doze anos depois, 1999, alcançamos o sexto bilhão1.

 

Não foi somente o crescimento populacional que se estendeu; paralelamente a este crescimento, aumentou também a longevidade humana a limites nunca imaginados graças à Ciência que evoluiu à alimentação que melhorou e às vacinas que aumentaram seu poder de cobertura contra as mais diversas enfermidades.2,3

 

Nos países em desenvolvimento, o perfil demográfico está mudando com um contingente bastante elevado de idosos em suas populações.

 

O envelhecimento populacional crescerá em decorrência dos avanços nos conhecimentos da engenharia genética e da biotecnologia, da descoberta de novas medicações, das políticas de vacinação em massa, do controle de muitas doenças infecto-contagiosas e potencialmente fatais, sobretudo a partir da descoberta dos antibióticos e dos imunobiológicos; da diminuição das taxas de fecundidade; da queda da mortalidade infantil graças à ampliação de redes de abastecimento de água e esgoto, alterando em um futuro próximo não apenas indicadores demográficos como a expectativa de vida, mas principalmente o próprio limite do tempo de vida, ou relógio biológico humano.4,5,6

O Brasil é um país que está envelhecendo rapidamente com alterações claras em suas dinâmicas populacionais.

Até algumas décadas atrás, o Brasil era considerado um país de jovens, e isso fez com que se desse pouca atenção aos idosos, particularmente por se tratar de um país com graves problemas sociais envolvendo crianças e jovens, destacam-se, entre esses problemas, as deficiências nas áreas da saúde e educação.7

A abordagem do tema envelhecimento, e tudo o mais que o envolve, saúde, doença, tempo e morte, inclui necessariamente e principalmente, a análise dos aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos relativos a valores, estigmas e sistemas que carregam uma simbologia que traçam a história das sociedades humanas e suas representações sociais, portanto, envelhecer faz parte do processo humano que é inexorável e natural.8

Porém, vale ressaltar que os valores sócio-culturais definem o olhar e o tipo de relação que a sociedade estabelecerá com este seguimento populacional.9Conceituar os indivíduos de velho, idoso, terceira idade, são construções sociais utilizadas para situar esta população dentro do contexto social a que chamamos de sociedade, em proveito da ordem social e do poder. Entretanto, a literatura científica, nacional e internacional que produz tema dirigido sobre o assunto envelhecimento, utiliza em sua produção literária os temos: velho, idoso, terceira idade, dentre outras expressões, para designar esse grupo social etário, com a nítida falta de preocupação de se ajustar a uma expressão uniforme e adequada10,11

Para efeitos legais e conceituais, a Organização Mundial da Saúde (OMS) protocola para os países em desenvolvimento, o idoso como sendo toda pessoa com idade igual ou superior a sessenta anos.12

O Brasil possui cerca de 19 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que representa mais de 10% da população brasileira, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estimativas do órgão indicam que esse contingente atingirá 32 milhões em 2025 e fará do País o sexto em número de idosos no mundo. É o grupo etário que mais cresce no Brasil.13,14,15

Pelas projeções do IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros continuará crescendo nas próximas décadas. A vida média do brasileiro, por exemplo, chegará ao patamar de 81 anos, em 2050. Atualmente, a expectativa média de vida ao nascer do brasileiro é de 72,3 anos.16 A projeção para 2020 é de 27,2 milhões, e que em 2025, o Brasil será o sexto país com maior população de idosos do mundo, com a expressiva quantidade de 31,8 milhões de idosos nos países em desenvolvimento, com expectativa de vida por volta dos 80 anos17. A terceira idade apresenta características singulares que a diferencia do resto da população. Singular porque o processo de envelhecimento do indivíduo é dinâmico e constante com modificações tanto morfológicas quanto funcionais, bioquímicas e psicológicas, que terá como consequência a progressiva perda da capacidade de adaptação ao meio em que vive, apresentando inúmeras fragilidades, com queda da resistência imunológica e maior incidência de processos patológicos que acabam levando-o à morte, fatores esses, comuns para esta fase da vida.18

Mas não é somente no Brasil que este fenômeno acontece: é global a tendência do envelhecimento populacional, como acusam os levantamentos demográficos no continente europeu19, países da América do Norte20 e países do Terceiro Mundo.

Estudos provam que esta tendência também foi detectada em países em desenvolvimento como na Argentina, em 1993, com percentuais de 40%; México, em 1995, com 36% e Brasil, em 1992, com 21%.21

O aumento de indivíduos idosos na população colabora para as diversas transformações em vários setores sócio-culturais, econômico e outros setores da sociedade, deixando a terceira idade de ser um assunto exclusivo para geriatras e médicos generalistas passando a ser tema de outras e extensas áreas do conhecimento de forma multidisciplinar.22,23

Para compreender as representações sociais impostas ao indivíduo idoso, é necessário traçar um quadro conceitual multidisciplinar que o trate nas amplas dimensões biológica, psicológica e social antropológica, contidos no universo do indivíduo que chega à terceira idade, alguns saudáveis, e outros, infelizmente, muito debilitados e adoecidos.24

Sabemos que o envelhecimento é um processo fisiológico natural; mas encontramos diferenças no ritmo e forma de atuação do tempo em cada indivíduo25.

Mas a ciência médica em geral faz uso de uma tecnologia que avança a passos largos, debruçando-se em pesquisas para melhorar e reformular novas vacinas e drogas, criando meios de aumento da expectativa de vida, que a priori, os indivíduos deverão chegar aos 100 anos se não houver nenhuma intercorrência importante no curso da vida, abreviando sua existência.26,27

Mas o stress, doenças degenerativas, violência urbana, trânsito agressivo e a poluição entre outras questões, surgem como fatores negativos para o aumento dos anos de vida.

Portanto, seria uma normalidade cartesiana viver até os 100 anos, mas este fato tornou-se uma exclusividade para poucos, desde que passem com tranqüilidade diante dos fatores negativos descritos28.

O homem moderno rejeita o envelhecimento e tudo o mais que o acompanha: perda da mobilidade física, tônus muscular, audição, visão e demais doenças crônicas, pois se preocupa com a preservação da liberdade individual e da independência física e cognitiva e da manutenção da autonomia moral e social29.

Ou seja, todos querem envelhecer com autonomia e dignidade, negando ser portador de doenças debilitantes, negando auxilio do uso de medicação contínua para diversos tipos de enfermidades que requer continuidade, pois esta postura gera dependência; e dependência, é tudo que o idoso não quer.30

Acreditava-se que para ter uma boa velhice sem dependências era necessária uma série de atributos relacionados à sorte, à graça divina, da troca, do sofisma ou outra explicação sobrenatural. Ter pensamentos assim é dar corpo e existência a poderes míticos31.

Mas estas crenças não se sustentaram e a ciência veio coroar como a intérprete mais confiável dos fatores inexoráveis e naturais, e o homem moderno passou a ter um imenso universo de informações científicas de como envelhecer bem ou mal.32

Foucault delimitou e denominou este fenômeno de bio-história, onde a história social passou a ser regulada pela intervenção maciça da história da medicina no campo social, onde a existência humana passou a ter, com sutileza de detalhes positivos, conhecimento de como não envelhecer, onde a possibilidade de ser eternamente jovem contribuía no processo sócio político de produção, reprodução e acumulação de riquezas, centrada no modelo biológico de reprodução e melhoria eugênica da espécie humana.33

Isto posto, a velhice passou a ocupar um papel marginalizado na existência humana, pois em sua idade jovial e produtiva já teria realizado seus potenciais reprodutivos, evolutivos e produtivos e perderia então o seu valor social quando chegasse à velhice, e não mais produzindo riqueza, o indivíduo perderia seu valor simbólico.

Este indivíduo é exposto a um processo em que perdas e rejeições são sempre eminentes e presentes, e o idoso tenderá a buscar o isolamento, em consequência desta indução social causada pelas perdas diversas, constantes lutos, aposentadoria e diminuição dos contatos sociais voluntários e involuntários.34

De acordo com Zimerman, o fato de o idoso ter poucas ocupações sociais, ser menos solicitado pela família e amigos, faz com ele produza um sentimento de improdutividade, sem nenhum poder decisório, internalizando uma sensação de inutilidade.35

Os teóricos estudiosos da Gerontologia assinalam que o envelhecimento, por ser um fato biológico e cultural, deve ser observado sob uma perspectiva histórica e socialmente contextualizada.

O tratamento dispensado à velhice dependerá dos valores e da cultura de cada sociedade em particular, a partir dos quais ela construirá uma visão ampliada dessa última etapa da vida.

Para pensar essa questão, a estratégia utilizada seria buscar nas representações sociais e no imaginário social o entendimento articulado das relações de poder estabelecidas entre os indivíduos considerados idosos e o restante da sociedade que produz e que acumulam capitais e produtos.

Em face da mudança na estrutura demográfica brasileira com consequente aumento da expectativa de vida dos indivíduos está sendo atribuídos novos papéis sociais á esta faixa etária.

Tais mudanças levam, inevitavelmente, à discussão sobre o conceito de idoso.

Por outro lado, impõe-se o questionamento dos critérios estabelecidos socialmente para determinar qual papel atuante irá atribuí-lo para tornar-se socialmente aceito.36

 

CONCLUSÃO

Através da história, os esquemas simbólicos do imaginário e das representações sociais que levam à construção de mitos e crenças enaltecedoras ou estigmatizantes aos grupos de idosos levam a estratégias utilizadas para manutenção de privilégios de poder, pois levam uma coletividade a elaborar uma representação negativa desta faixa etária, estabelecendo uma distribuição de papéis e de posições sociais, excluindo e impondo crenças comuns e determinando quem detêm espaço dominante nesta sociedade dita moderna. As categorias velho, idoso e terceira idade são construções sociais utilizadas para situar o indivíduo nas várias instituições estabelecidas em proveito de uma nova ordem social e de um poder cristalizado.

Bibliografia

ARAÚJO, Cláudio Gil. Aspectos médicos- fisiológicos da atividade física na terceira idadeRio de Janeiro, UERJ. 1994. pp.42-46

BEAUVOIR, Simone. A velhice: realidade incômoda. (2a ed.). DIFEL, São Paulo. 1976. pp.180-339

BIRMAN, Joel. O Futuro de todos nós: temporalidade, memória e terceira idade na psicanálise. In:Terceira Idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro.(Org) VERAS,Renato. Editora Relume Dumará. 1995.pp.35-48.

CARVALHO, ET filho, Alencar YMG de. Teorias do envelhecimento. In: carvalho ET Filho, Papaléo M. Neto. Manual de Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo. Atheneu, 1994. pp. 1-8.

CARVALHO, ET filho, ALENCAR, YMG de. Teorias do envelhecimento. In: carvalho ET Filho, PAPALEO, M. Neto. Manual de Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. Editora Atheneu. São Paulo. 1994. pp. 1-8.

Debert G.G. A antropologia e o estudo dos grupos e das categorias de idade. In Lins de Barros MM (org.). Velhice ou terceira idadeEstudos antropológicos sobre identidade, memória e política. Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. 1998. pp.49-67.

DEBERT, G.G. Textos didáticos. Antropologia e velhice. IN: Pressupostos da reflexão antropológica sobre a velhice. Campinas, SP: IFCH/UNICAMP, n. 13, 1994. pp.7-30.

FARIA Junior, Alfredo G & RIBEIRO, Maria da Graça. Idosos em Movimento: Mantendo a Autonomia. Evolução e referencial teórico. Rio de Janeiro, EDUERJ. (1995). pp.23-26.

FOCAULT, Michel. La Volonté de Savoir: Histoire de La Sexualité I.Paris. Gallimard, 1976. pp.26-30.

FRIES, J. F. Aging natural death and the compression of mortality. New England Journal of Medicine, 1980.pp.130-135.

FRIES, J. F. & CRAPO, L. M. Vitality and Aging: Implications of the Rectangular Curve.

George. L.K. Handbook of Aging and the Social Sciences. Academic Press Inc. New York. 1990. p.17

http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pavs_2010_2011_01.pdf. Acesso EM 16/10/2010.

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/ _2010__. pdf. acesso em 16/10/2010.

Idem

Idem

JODELET, D. (org.). Les representations socialesParis, 1989.pp.23-52

KEITH, J. Age in Social and Cultural Context: anthropological perspectives. IN Binstock. RH &

KLEIN, Etienne. O tempo. Biblioteca Básica de Ciência e Cultura. Lisboa. 1995. pp. 30-34.

LIBERANESSO, Neri Anita. Velhice bem-sucedida: Aspectos afetivos e cognitivos. Campinas. SP:Papirus.2004.pp.17-23.

MONTEIRO. MFG, ALVES. MIC. Aspectos demográficos da população idosa no Brasil. In: VERAS. R. Terceira idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro. Rio de Janeiro. Relume – Dumará / UnATI 1995. pp. 65-78

MORIN. Edgar. Amor, poesia e sabedoria. Bertrand Brasil. Rio de Janeiro. 1998. pp.7-9

OMS. United Nations Organization. Economic and social implications of population aging. Uno. Geneve. 1994. pp.23-25

PAPALÉO Neto, M. O estudo da velhice no séc.XX: histórico, definição do campo e termos básicos. In: FREITAS, E. ET al.(Orgs.). Tratado de geriatria e gerontologia. Editora Guanabara Krogan Rio de janeiro. 2002. pp. 2-16

Parlament Européen. L' Europe des Seniors: Direction Générale des Comissions et Delegations et Delegations et Direction Générale des Etudes, Bruxelles. 1995. pp.13-17.

RAMOS, L. R. A explosão demográfica da terceira idade no Brasil: Uma questão de saúde pública. Revista Gerontologia1993. 1:3-8.

ROBERT LadislauMécanismes cellulaires ET moléculaires du vieillissement. Paris. 1983. pp.8-9.

_______________O Envelhecimento fatos e teoriasBiblioteca Básica de Ciência e Cultura. Lisboa. 1995. pp.5-21

SAYD, J.D. FIGUEREDO, M.C. & VAENA, M.L. Automedicação na população idosa no núcleo de atenção ao idoso. UnATI/UERJ. In:Velhice numa perspectiva de futuro saudável (R.P.Veras,org).Relume Dumará/Rio de janeiro.2001.pp.115-134

SILVESTRE, J.; KALACHE, A.; RAMOS, L. R. & VERAS, R. P. Population ageing in Brazil and the health care sector. Bold: Quarterly Journal of The International Institute of Ageing, 1998.7:4-12.

Statistics Canada. Population aging and elderly. Current demographic analysis. Ottawa: Statics Canada Demography Division, 1993.pp.2-7

VERAS, R. P. Anacronismo dos Modelos Assistenciais na Área da Saúde: mudar e inovar, desafios para o setor público e o privado. Estudos em Saúde Coletiva. Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 2000. p.211.

VERAS, R. P.; LOURENÇO, R.; MARTINS, C. S. F.; SANCHEZ, M. A. & CHAVES, P. H., Novos paradigmas do modelo assistencial no setor saúde: Conseqüência da explosão populacional dos idosos no Brasil. Medicina Social. In: Terceira Idade: Gestão Contemporânea em Saúde (R. Veras, org.), Rio de Janeiro: Universidade Aberta da Terceira Idade, Universidade do Estado do Rio de Janeiro: Relume Dumará. Rio de Janeiro. 2002. pp, 11-79.

ZIMERMAN, G. I. Velhice: aspectos biopsicossociais. Porto Alegre: Artes Médicas. 2000. P.24.

1 United Nations Population Division. World Population Prospects: The 1998 Revision, vol. I,

Comprehensive Tables. Nº9. New York. 1999. pp. 23-27.

2 VERAS, R. P. Em busca de uma assistência adequada à saúde do idoso: revisão da literatura e aplicação de um instrumento de detecção precoce e de previsibilidade de agravos. Caderno de Saúde Pública volume 19 nº3. Rio de Janeiro. 2003. pp. 3-18

3 KALACHE, A. O envelhecimento da população mundial: Um desafio mundial. Revista de Saúde Pública, São Paulo. 1987.21 (3): 200-210.

4 VERAS, R. P.; LOURENÇO, R.; MARTINS, C. S. F.; SANCHEZ, M. A. & CHAVES, P. H., Novos paradigmas do modelo assistencial no setor saúde: Conseqüência da explosão populacional dos idosos no Brasil. Medicina Social. In: Terceira Idade: Gestão Contemporânea em Saúde (R. Veras, org.), Rio de Janeiro: Universidade Aberta da Terceira Idade, Universidade do Estado do Rio de Janeiro: Relume Dumará. Rio de Janeiro. 2002. pp, 11-79.

5 FRIES, J. F. Aging natural death and the compression of mortality. New England Journal of Medicine, 1980.pp.130-135.

6 FRIES, J. F. & CRAPO, L. M. Vitality and Aging: Implications of the Rectangular Curve.

WH Freeman and Company. San Francisco.1981.pp17-32.

7 VERAS, R. P. Anacronismo dos Modelos Assistenciais na Área da Saúde: mudar e inovar, desafios para o setor público e o privado. Estudos em Saúde Coletiva. Rio de Janeiro: Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 2000. p. 211.

8 PAPALÉO Neto, M. O estudo da velhice no séc.XX: histórico, definição do campo e termos básicos. In: FREITAS, E. ET al.(Orgs.). Tratado de geriatria e gerontologia. Editora Guanabara Krogan Rio de janeiro. 2002. pp. 2-16

9 Debert G.G. A antropologia e o estudo dos grupos e das categorias de idade. In Lins de Barros MM (org.). Velhice ou terceira idadeEstudos antropológicos sobre identidade, memória e política. Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro. 1998. pp.49-67.

10 BEAUVOIR, Simone. A velhice: realidade incômoda. (2a ed.). DIFEL, São Paulo. 1976. pp.180-339

11 CARVALHO, ET filho, Alencar YMG de. Teorias do envelhecimento. In: carvalho ET Filho, Papaléo M. Neto. Manual de Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo. Atheneu, 1994. pp. 1-8.

13http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/ _2010__. pdf. acesso em 16/10/2010.

14 RAMOS, L. R. A explosão demográfica da terceira idade no Brasil: Uma questão de saúde pública. Revista Gerontologia,1993. 1:3-8.

15 SILVESTRE, J.; KALACHE, A.; RAMOS, L. R. & VERAS, R. P. Population ageing in Brazil and the health care sector. Bold: Quarterly Journal of The International Institute of Ageing, 1998.7:4-12.

16 Idem

17 Idem

18 CARVALHO, ET filho, ALENCAR, YMG de. Teorias do envelhecimento. In: carvalho ET Filho, PAPALEO, M. Neto. Manual de Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. Editora Atheneu. São Paulo. 1994. pp. 1-8.

19Parlament Européen. L' Europe des Seniors: Direction Générale des Comissions et Delegations et Delegations et Direction Générale des Etudes, Bruxelles.1995. pp.13-17.

20 Statistics Canada. Population aging and elderly. Current demographic analysis. Ottawa: Statics Canada Demography Division, 1993.pp.2-7

21 MONTEIRO. MFG, ALVES. MIC. Aspectos demográficos da população idosa no Brasil. In: VERAS. R. Terceira idade: um envelhecimento digno para o cidadão do futuro. Rio de Janeiro. Relume – Dumará / UnATI 1995. pp. 65-78

22 OMS. United Nations Organization. Economic and social implications of population aging. Uno. Geneve. 1994.pp23-25

23 KEITH, J. Age in Social and Cultural Context: anthropological perspectives. IN Binstock. RH &

George. L.K. Handbook of Aging and the Social Sciences. Academic Press Inc. New York.1990.p.17

24 JODELET, D. (org.). Les representations socialesParis, 1989. pp.23-52

25 KLEIN, Etienne. O tempo. Biblioteca Básica de Ciência e Cultura. Lisboa. 1995. pp. 30-34.

26 ROBERT LadislauMécanismes cellulaires ET moléculaires du vieillissement. Paris. 1983. pp.8-9.

 

27______________O Envelhecimento fatos e teoriasBiblioteca Básica de Ciência e Cultura. Lisboa. 1995.pp.5-21.

28 ARAÚJO, Cláudio Gil. Aspectos médicos- fisiológicos da atividade física na terceira idadeRio de Janeiro, UERJ. 1994. pp.42-46

29 SAYD, J.D. FIGUEREDO, M.C. & VAENA, M.L. Automedicação na população idosa no núcleo de atenção ao idoso. UnATI/UERJ. In:Velhice numa perspectiva de futuro saudável(R.P.Veras,org).Relume Dumará/Rio de janeiro.2001.pp115-134

30 FARIA Junior, Alfredo G & RIBEIRO, Maria da Graça. Idosos em Movimento: Mantendo a Autonomia. Evolução e referencial teórico. Rio de Janeiro, EDUERJ. (1995). pp.23-26.

31 MORIN. Edgar. Amor, poesia e sabedoria. Bertrand Brasil. Rio de Janeiro. 1998. pp.7-9

32 LIBERANESSO, Neri Anita. Velhice bem-sucedida: Aspectos afetivos e cognitivos. Campinas.SP:Papirus.2004.pp.17-23.

33 FOCAULT, Michel. La Volonté de Savoir : Histoire de La Sexualité I.Paris. Gallimard, 1976. pp.26-30.

34 BIRMAN, Joel. O Futuro de todos nós: temporalidade, memória e terceira idade na psicanálise.Rio de janeiro, UERJ/IMS, 1994.p.6.

35 ZIMERMAN, G. I. Velhice: aspectos biopsicossociais. Porto Alegre: Artes Médicas,

2000.p.24

 

 

 

* Jornalista graduada pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero

Historiadora licenciada pela Universidade São Marcos

Mestranda em Educação, Administração e Comunicação pela Universidade São Marcos

Janeiro / 2011

voltar para Ciências Humanas

show fwR center tsY|tsN uppercase fwB fsI center|show fwB uppercase fsI left|bnull|||news fwB tsN fwR tsY c05|normalcase fwR fsN sbss c15sw sbse|b01 c05 bsd|login news sbse c10sw fsN|tsN normalcase fwR fsI c15 b01 bsd|signup c05|content-inner||