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Qual o nosso Propósito?

Artigo do Leitor

O complexo mundo futuro já chegou, é agora. A realidade evolui e nós precisamos e podemos intervir nesta evolução. Temos consciência do ambiente de competição no qual vivemos e já fizemos a leitura do cenário macro em que  a educação está inserida.
"Nem as medidas de reestruturação (descentralização, concentração, etc.), nem as medidas de intensificação (formação continuada, revisão curricular, etc.), sozinhas, conseguem operar nos atores escolares as mudanças de paradigmas indispensáveis para desenvolver outra concepção de aprendizagem, mais interativa, construtivista, capaz de envolver os alunos no desenvolvimento das competências indispensáveis para enfrentar o complexo mundo futuro".WOODS et al. 1997

O complexo mundo futuro já chegou, é agora. A realidade evolui e nós precisamos e podemos intervir nesta evolução. Temos consciência do ambiente de competição no qual vivemos e já fizemos a leitura do cenário macro em que  a educação está inserida. Fruto de um mercado globalizado, de uma ampla evolução tecnológica, de um processo de estabilização econômica e de uma enxurrada de informações difundidas. Cenário este também de rápidas mudanças.
Este novo mundo nos exige a construção de novas habilidades para novas competências. Sabemos que neste complexo mundo novo arrisca-se mais, é preciso ter maior capacidade de adaptação, alianças podem ser decisivas e antes de ter um bom projeto é necessário ter uma boa estratégia.

E a escola, como se adaptou a este cenário atual? O que mudou no estilo de gestão e direção, na capacitação dos professores, no contexto no qual o corpo docente é chamado a funcionar (a organização dos horários e do espaço, a distribuição dos alunos, os procedimentos de agrupamento e de promoção, a forma de certificação etc.)?

Antes de buscar as respostas é necessário que a Escola dê a devida importância às perguntas (que nos fazem olhar para frente e ao mesmo tempo buscar referências no que já é conhecido). A primeira pergunta, nos proporciona um duplo olhar, ao passado e ao presente e este é o dilema básico da educação no mundo, porque coloca em confronto o avanço social e a interação com a escola. Para interagir positivamente, com tantos elementos convergentes é preciso, que a Instituição tenha profundo conhecimento de suas raízes, sua filosofia e sua missão; A partir da análise de sua história,  resgatando o passado, fazendo o presente e planejando o futuro, pautada em suas conquistas, necessidades e planos. Seus princípios norteadores são a sua "identidade" perante a sociedade e devem ser também o ponto de diferenciação neste conturbado cenário atual.

Manter-se fiel aos seus princípios e utilizá-los como uma estratégia de diferenciação, não significa que não devemos romper com paradigmas, propor e buscar inovações. Não dá mais para separar o local do global, afinal a escola não é uma "ilha da fantasia", ela é um reflexo da sociedade.

Na analise das questões e na busca pelas respostas, o primeiro ponto que precisamos rever é a importância do professor. É urgente revalorizar a docência.
Todos os atores do processo educacional têm importância única e fundamental. Porém, o professor faz toda a diferença. Quando este ator assume o seu papel no palco da sala de aula (e fecha a porta), ele é o dono da cena!
O sucesso da Escola depende enormemente do professor.

A escola deve investir agressivamente no processo de seleção, capacitação e certificação dos professores.

Aos gestores, cabe lembrar:

1.O professor faz a Escola, mas quem faz o professor é o líder. "O exemplo arrasta"
2.Avalie 2 vezes, contrate uma;
3.Ofereça uma visão realista do trabalho;
4.Selecione criteriosamente sua equipe pedagógica;
5.Invista em treinamento;
6.Construa um clima de confiança Institucional;
7.Livre-se do que não é necessário;
8.Certifique a qualidade de seus profissionais (o ensino público já começou).

O segundo ponto é sair da área do "achismo", das impressões ou convicções firmadas:
"eu acho que eu tenho isto.."
"... mas meu aluno acha que..."
Cuidado com as falsas pistas, os falsos diagnósticos e as falsas terapias... A educação é um setor singular, com características específicas, mas é também um setor de prestação de serviços, que como todos os outros precisa atender as demandas da sociedade. Precisamos trabalhar pautados também em fatos e dados, determinando um modelo gerencial específico para a área de serviços educacionais.



Todo educador tem uma noção do que os pais e alunos valorizam em uma escola. Esta noção deve ser formalizada através de instrumentos e questionamentos direcionados. A escola precisa aprender a utilizar as suas informações internas e também os dados externos de pesquisas e estudos, elaborados por diversos organismos. Como por exemplo um estudo recente sobre Evaluation and Academic Performance, aponta como ponto comum para toda comunidade escolar, sociedade e Instituições o
Desempenho Escolar, como fator de sucesso da Escola. Isto comprova o que já sabemos no popular: Há aprendizagem perceptível = existem alunos para esta instituição, ou seja, os alunos e pais procuram as escolas que têm melhor rendimento acadêmico. Isto nos remete ao primeiro ponto e confirma a importância do professor e de sua certificação de qualidade didático-pedagógica.

Conseqüentemente estes dois pontos, nos levam ao terceiro, que nos impulsiona a uma nova pergunta: Mas qual o propósito da "nossa" escola?

De certo modo, nós educadores que vivemos dentro da escola,  e somos com freqüência levados a responder ao urgente, abrindo mão do importante, perdemos o ângulo de visão e o senso crítico e acabamos por crer que o que se exige são apenas pequenos ajustes aqui e ali, melhores livros didáticos, aparelhos de televisão e DVD em cada sala de aula, datashow e um moderno laboratório de informática. E deixamos de agir no foco, é o modelo/paradigma, que está errado. O grande problema da maioria das escolas, não é a infra-estrutura tecnológica, assim como o dos professores, não é o domínio do conteúdo de sua matéria e sim o conhecimento de mundo, o comprometimento e a paixão para formar cidadãos responsáveis. Quem não se lembra daquele filme, em que o professor rompe com o modelo/paradigma mandando os alunos rasgarem seus livros didáticos, saírem da sala de aula e irem para fora da escola, para aprender poesia. Na escola vivemos, muitas vezes sem perceber,  complicando as coisas, preocupados com "mega-investimentos, mega-eventos, mega-projetos" e nos esquecemos de fazer o que é fácil e possível.

E como em uma espiral, voltamos à discussão, ampliada, dos princípios norteadores da escola. Manter sua identidade e adaptar-se ao complexo mundo de agora. Reconhecendo o valor e a importância desta pergunta: Qual o nosso propósito? Deixo mais algumas, para serem pensadas e discutidas no interior da sua escola.

De que modo o meio afeta a escola?
Que políticas devem ser estabelecidas de modo a que todas as atividades se realizem segundo a nossa estratégia e em concordância com a ambição e a filosofia da escola?

  • Quais os valores básicos atuais e futuros que devem ser negociados para a nossa escola?
  • Que grau de responsabilização a exigir aos diferentes atores pelos resultados da escola?
  • Como constituir um campo interorganizacional com outras escolas?
  • Como criar parcerias estratégicas?
  • Como negociar as nossas fronteiras com o meio?
  • Como integrar no projeto da escola, projetos de outros setores da sociedade?
  • Quais as inovações estratégicas que gostaríamos de desenvolver?
  • Que serviços reais e potenciais a escola disponibiliza?
  • Quais as oportunidades e ameaças atuais e futuras?
  • Qual é a nossa ambição de construir uma diferença relativamente às outras escolas?
  • O que fazemos melhor relativamente às outras escolas?



SAIBA MAIS

Bibliografia complementar:

ANINGER, Laila. Avaliação de Desempenho para Educação. Site www.aebcd/artigos.com.br

BORDONI, Thereza. et al. Escola Eficazes. Revista Linha Direta. N 76. p 31-32. Julho 2004. Site www.aebcd/artigos.com.br

FREITAS, Marcelo. Professores ou Facilitadores? Diretores de Escolas ou Gerentes de Negócios Educacionais? Revista Linha Direta. nº 30 set./ 00. Site www.corporateconsultoria.com

FREITAS, Marcelo. Salário em hora-aula? Coisa dos livros de História. Revista Linha Direta. N 47.Fev/02. Site www.corporateconsultoria.com

FREITAS, Marcelo. Novas Tecnologias, Nova Educação, Novas Profissões. Revista Linha Direta. N 34. jan/01Site www.corporateconsultoria.com

RUNKEL, M., SCHMUCK, R. et al. Tranrforming the schools capacity for problem solving. Eugene: CEPM, 1979.

Thereza Bordoni é mestre em Políticas Educacionais. Consultora e Palestrante em Educação. Diretora da A&B Consultoria e Desenvolvimento e do site www.vaganaescla.com.br . Consultora do Projeto Linha Direta em Gestão Educacional e Projetos. Contato: 31 91849405 - Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Última atualização em 04/07/2011

 

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