Reflexões Éticas na Modernidade.

Publicado por Conteúdoescola - Escrito por Eberson Luís Mota Teixeira em 15/09/2011 às 13h28

EBERSON LUÍS MOTA TEIXEIRA 

QUE É A ÉTICA?

 

Todas as coisas (vivas e não-vivas) deveriam servir a um propósito? Teríamos que estar diante da vida imiscuídos das assertivas da sociedade, humanidade e quiçá da natureza (no sentido imanente de essência)?

Necessitamos de fins (metas, objetivos) e não somente de meios?

Nossa perspectiva mental só conhece o processo (PRINCÍPIO, MEIO e FIM). A perenidade nos apavora, e acreditamos mais no ‘jogar de dados’ – teoria das probabilidades de Pierre Simon Laplace - do universo que na eternidade de um evento. Destarte acaso a experiência decodificada do “élan” vital mover-se-á em  “flamigeros” “insight”, donde teríamos a vida humana como “o” aspecto formal. Transitando segundo ‘a’ qual e sem ‘o’ qual está teria um fim em si mesmo? Porventura, à moda grega o que buscamos é ao ‘bem em si’ – sendo o fim no qual todo ser humano aspira? E utilizamo-nos de uma percepção de desvelamento e desdobramento  “pari passu” com a excelência da virtude?

Na visão Aristotélica à Ética caberiam algumas categorias em analogia com a lógica: Formal. Eficiente e Final. E pergunto: Como um algo que deveria ser o esteio de condução da vida humana, e nesse sentido uníssono, dividir-se-á em três outros aspectos. Porventura buscamos palmilhar os caminhos com Ética ou somente fazemos alusões lúdicas com a mestria do termo?

 

O ser humano costuma atribuir causas finais a Ética, todavia isto não significa que esta racionalidade prática possua alguma essência teleológica, talvez mais propriamente pareça existir uma hermenêutica “mutatis mutandis” no espaço - temporal. I.é, não há um modelo redundamente paradigmático unívoco. “Exempli gratia” , há uma constelação de pressupostos e crenças, escalas de valores, técnicas e conceitos compartilhados pelos membros de uma determinada comunidade. Eis que numa análise holística – a Ética – não deveria ser entendida como algo falso, mas como destituída de um significado único. Não há, pois, no “ethos” uma relação de preço, custo e demanda baseado no volume da produção como apregoam os manuais de economia. Sem embargo, numa tentativa histórica de legar uma ‘teoria’ da confirmação, donde o “modus vivendi” fosse evidente consubstanciando tanto argumentos quanto conclusões para este viver ético.

Assim a Ética é um fato (realidade, verdade) ou uma apreensão fenomênica (investigação sobre a consciência)? Existe consistência na Ética? É uma verdade intuída dentro de um sistema de valores (contingentes) ou uma condição “sine qua non”? Podemos utilizá-la em todos os tempos ou é algo – um “Je ne sais quoi” - que pode ser melhorado como se o objetivo da Ética não fosse um propugnar de certezas? Eis dilemas, “trampas” e concepções - não biunívocas - em que a Ética insiste em investigar com o fito de evitar a negativa falaciosa da obnubilação (vide: o argumentum ad ignorantiam - ou apelo à ignorância – e.g falácia lógica que tenta provocar uma conclusão a partir da ignorância sobre sua falsidade ou veracidade). Entretanto, não deveria haver espaço para as anomalias na Ética. Esta deveria, a bem dizer, refinar a conduta humana tendo como fulcro a atividade racional (Kant – imperativo categórico) como consolidação de uma arregimentação formalista. A Ética, concomitantemente, pode ser mais bem entendida como uma atividade concreta (filosofia prática) que se dá ao longo do tempo em que cada época histórica apresenta peculiaridades e características próprias (vide: A Belle Époque). Logo, o contexto histórico-sociológico seria fundamental para uma análise e aplicabilidade pragmática. Na contramão do pensamento – parece – que defendo uma anarquização (à moda do  “Moulin Rouge” e seu  “Cancan”) das regras metodológicas para a Ética como uma rejeição a uma possibilidade de caracter universal (em sentido amplo... Sim!!!). Mas será que a Ética pode ser fortemente empirista? Como permitir que tal ênfase na inexorabilidade ética não seja acompanhada de depressão, medo, vícios e Prozac’s’ nos lançando em torvelinhos trevosos?

Acaso a Ética ficaria em momentos de tensões fora da porta? Tão insipiente quanto o grito do  “grifo” ao ser decifrado (existir como uma lei universal) em nossas consciências? Não... Meus caros fratelli (irmãos). A Ética convencionalmente não pode equiparar-se a um dadaísmo (choque dos valores tradicionais com o intuito de impressionar – cultura do absurdo, incoerência da desordem). A Ética não é um “intermezzo”, contudo em sua generalidade se comporta com laivos de um dogma baseado na peculiaridade entrópica do ser humano, por isso tão mutante, híbrida e que pululou na Idade Média como resposta aos valores da fé e do poderio da religião católica (Cismada por Lutero). Já em F.W. Nietzsche - a Ética - obedeceria ao ‘impulso vital’, porque o homem – como ser da natureza – luta pela sobrevivência. Combate para crescer.

Será esta a nova panacéia Ética na modernidade? Regurgitaremos sob esta óptica palavras como solidariedade e humanidade?

Será que a Ética como a conhecemos hodiernamente como um norte de certezas no estilo da filosofia tradicional, criará um monstro? Não será possível que uma abordagem subjetivista venha a prejudicar as pessoas, torná-las miseráveis, hostis, criando mecanismos moralistas desprovidos de charme e humor? Ou cairemos em um horizonte onde a permissibilidade será o constructor interpessoal-social onde o desprendimento momentâneo da realidade cotidiana das pessoas nos fará perpassar por uma anarquia de valores? Acaso sobreviveremos a este novo ser-não-ser? Será que os princípios virarão resumos e os resumos um complemento do “estar aí”. Como seres lançados no mundo deveremos ‘reconstruir’ eternamente esse fazer ético? Aguentaremos tanta criatividade...tantas singularidades...tantas particularidades? Qual é a pedra filosofal? O ser ou não ser de W. Shakespeare?

Ética na contemporaneidade não parece conseguir responder satisfatoriamente à todas as dificuldades envolvidas no processo imanente do comportamento humano. Visto que a essência humana é mutável, posto que vivencia asidiossincrasias humanas no espaço-tempo. Nosso comportar-se no mundo não é um fator monolítico. Ademanes, enviesado por uma moral da ambiguidade que é a expressão e interpretação do paradoxo da condição humana no existencialismo de Simone de Beauvoir. Assim, a Ética leva a crer estar submersa mais propriamente em um projeto dialético, donde as responsabilidades históricas e participativas dão o tônus num enfoque onde as exigências regulamentares não vingam em todas as épocas. Por conseguinte, o projeto de uma Ética existencialista estaria voltada para uma racionalização cultural em contrapartida à moral cristã - intrincados no decálogo - dominante (que “ipsis literis” já não responde tão completamente bem ao desdobramento humano perante o mundo e a construção do terceiro milênio). Haja vista, no existencilaismo típico francês (Sartre/Beauvoir) acreditarem não haver valores ”a priori”, e que as pessoas - por extensão de pensamento - não possuem valores reais ‘ad aeternum’, pois o homem (humanidade) é livre (arbítrio) e escolhe o que deseja fazer e ser. Tal  “lúmen” parece-nos uma ingerência (na tradição) no primeiro momento, todavia a Ética existencialista pretende que as escolhas morais não sejam determinadas pelo medo da punição divina, pela má-fé, mas, sobretudo pela consciência da responsabilidade.

Nessa semântica supra a Ética está atualmente mais voltada a um encontrar a felicidade (eudemonia) que seja edificada não nos dogmas religiosos, contudo na noção basilar do homem enquanto sujeito histórico-cultural. Destarte, uma moral contemporânea parece só poder se fundamentar numa racionalidade (já apregoada no iluminismo/racionalismo/existencialismo) que esteja aberta a discutir as pretensões da validade de todas as motivações como ponto e horizonte de um objeto para elaboração que vá além e aquém de um pluralismo superficial. Eis, pois a necessidade premente em qualquer ensaio ético elencarmos alguns tópicos basilares. Parafraseando o pensar de Junger Habermas (Escola de Frankfurt) que no  “tête-à-tête” da polissemia e da proficuidade do comportamento humano elege duas prerrogativas para a Ética: A Justiça e a Solidariedade. Concedendo a estas à moda kantiana um caráter fundamental dos ideais de conduta como guias da ação humana, a despeito de uma possível ausência de exeqüibilidade integral ou verificabilidade empírica em tais prescrições morais. Não obstante, não seria obstinação trazer à baila a premissa da modernidade pautada em um ideário (ideologias) e visões de mundo, no qual o capitalismo é o movimento de justificação dos ideais modernos e da(s) Ética(s).

O que o sistema burguês prega é a consistência e a estabilidade no modo de viver pautado na busca da harmonia para a produção do capital (moeda). Por isto a Ética atual não é encarada como um escambo, posto que não haja um escancaramento da tradição perante uma razão objetiva que vise ao acúmulo de riquezas. Platão, Aristóteles e o Idealismo nos são caros, mas o conhecimento puramente racional demonstrou não ser suficiente para fundamentar com absolutização a vida humana (Crítica da Razão Pura - Kant). A falência está no não entendimento da razão discursivo-comunicativa (Habermas) perante o conhecimento racional que é construído pelas elites (Cito: O sistema como reprodução material que se baseia na lógica instrumental – meios e fins – mancomunado com o poder político e suas manifestas relações hierárquicas intercambiadas pela economia como o ‘grande Leviatã’ da pós-modernidade) e que nos impinge uma falsa tentativa de emancipação social. Entretanto, tal comunicação vigorosamente tem que ser entendida como livre, racional e crítica; por acreditar que a insurgência perante este escopo materialista deve ser contraposto ao mundo da vida (o do ‘Ter’ perante o ‘Ser’ de Erich Fromm) – entendido este como reprodução das relações simbólicas, dos fatos objetivos norteadores de condutas sociais calcados em conteúdos subjetivos e intersubjetivos -. Se não enveredarmos por esta seara poderemos incorrer no erro jurídico típico que apregoa o ‘direito positivo’ e sua visão reducionista em flagrante contraposição com o direito natural – aquele sim cabedor de assentimento e dissentimentos.

A perspectiva da Ética sob os auspícios de Habermas - como um paradigma comunicacional - leva-nos a refletir acerca do reconhecimento da intersubjetividade como caráter balizador para uma Ética, em que o “EU” seria fundamental para esta construção dialógica. Os críticos de plantão adviriam com heráldicas de um pretenso idealismo (no sentido utópico original do termo). I.é, como um primado do “EU” subjetivo que geraria um solipcismo. Tal escudamento cremos que não condiz necessariamente em reduzir a realidade a um aspecto do pensamento (reducionismo teórico).

A Ética parece ser mais bem entendida como um ideal, todavia que tenha como ponto nevrálgico a ‘mistura das diferenças’ como uma Ética possível - não contingente ou intangível.

Sucintamente a Ética exprime de maneira investigativa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade. É como um modo de ser, um caráter. Entendemos, por isso mesmo, que não é um instinto, mas um ‘hábito adquirido ou conquistado no convívio com o outro’; e que diz respeito a uma realidade humana que é construída histórica e socialmente a partir destas relações coletivas dos seres humanos nas sociedades onde nascem e vivem.

Questionamos, pois se há uma possibilidade de princípios éticos universais como uma deontologia à moda Kantiana. Se as prebendas da ‘Ética da situação’ – dependente das circunstâncias - não seriam uma causa em si?

Será possível e viável uma Ética universalista, deontologica, formalista e cognitivista? Ou seria melhor uma Ética como ‘teoria discursiva’ (Habermas), donde a democracia e a cidadania imprimiriam uma validade/identidade advindas do consenso. Não obstante, por esta linha de raciocínio teríamos a tentativa de finalização das arbitrariedades, das coerções em substituição deste discurso, melhor, deste agir comunicativo?

Seria um raciocínio inglório acreditar que a razão teria mais influência que a emoção? Seria um postulado acreditar que a existência humana se resumiria a fraqueza e perversidade? Não era a perspectiva grega a existência da Ética/moral como arcabouço e limite demonstrável donde o existir de uma condição  “sine qua non” para que não fossemos escravos de nossas paixões? Cito, pois Espinosa: “Se aquilo que nos acontece é determinado a partir de fora, somos escravos, estamos em servidão”. Sob esta ótica a Ética seria nosso passaporte para o futuro. Para um design inteligente, e por fim, para a concretização de uma grande civilização que construiu o seu viver em-si e não somente para-si. Eis um viés possível para o  “summum bonum”.

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ARISTÓTELES. A Ética à Nicômaco. 2. ed. Editora Universidade de Brasília. 1985.

_____________ A Política. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. 1965.

BEAUVOIR, S. Por uma Moral da Ambiguidade. Tradução de Marcelo Jacques de Moraes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005

ESPINOSA, Baruch. Ética demonstrada à maneira dos Geômetras. São Paulo: Editora Martin Claret, 2002.

HABERMAS, Jürgen. Consciência Moral e Agir Comunicativo. Tradução de Guido A. de Almeida. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989.

_______. Comentários à ética do discurso. São Paulo: Ática, 2001.

_______. O Discurso Filosófico da Modernidade. Lisboa, Publicações Dom Quixote.

HOBBES, Thomas. Leviatã. Ed. Martin Claret, São Paulo, 2006.

KANT, Immanuel. Princípios Metafísicos da ciência da Natureza. 70ª ed. Lisboa, 1990.

_____________ Crítica da Faculdade do Juízo. 2ª ed. Rio de Janeiro: Forense, 1995.

KANT, Immanuel. Crítica da faculdade do juízo. Tradução de Valério Rohden e António Marques. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 1993.NIETZSCHE, Friedrich Wilhelm. Genealogia da moral: Um escrito polêmico. Trad. Paulo César Souza. São Paulo: Brasiliense, 1987.

___________. Além do bem e do mal: Prelúdio a uma filosofia do futuro. Trad. Paulo César Souza. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

PASCAL, Georges. O pensamento de Kant. Petrópolis: Editora Vozes, 1996.

PLATÃO. A República. Trad. Maria Pereira, 8º edição. Lisboa: Calouste Gulbenkian. Junho/1996.

SARTRE, Jean-Paul. O existencialismo é um humanismo. In: SARTRE, J. P.; HEIDEGGER, M. O existencialismo é um humanismo; A imaginação; Questão de métodoConferências e escritos filosóficos.  São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Coleção Os Pensadores).

 

1 Formado em Filosofia. IFBAIANO – Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Baiano. 2010

2 Foi um matemáticoastrônomo e físico francês que organizou a astronomia matemática. Influenciou o estudo geométrico da mecânica clássica. A equação de Laplace. Operador diferencial etc.

3 Entendida esta como duração sem alteração ou sucessões.

4 Impulso original da vida.

5 Relativo ao fogo, chama, luz.

6 Simultaneamente. Em passo igual.

7 Estrutura do raciocínio – preciso e não ambíguo.

8 Aquilo que dá origem ao processo.

9 Aquilo para o qual a coisa é feita.

10 Relativo à compreensão humana e à interpretação de textos escritos.

11 Mudando o que tem que ser mudado.

12 Por exemplo.

13 Ética.

14 Insinua uma acomodação na disputa entre partes para permitir vida em conjunto.

15 Sem o qual não pode ser.

16 ‘Um não sei o quê’. Um não saber explicar bem o que é.

17 Armadilhas.

18 Lentidão/ escurecimento da percepção física e/ou mental.

19 “Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza”.

20 Bela época – em francês. A expressão designa o clima intelectual e artístico do período Séc. XIX ao XX. Foi uma época marcada por profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano.

21 Famoso cabaré (cafés-concertos) francês.

22 Dança francesa.

23 Medicamento usado para o tratamento da depressão.

24 O Grifo é um animal com corpo de leão e cabeça de águia, e entre os gregos era consagrado à Ártemis e Apolo, e simboliza a força e a vigilância.

25 Peça musical tocada na metade de uma ópera, entre dois atos.

26 Grau de desordem.

27 Espalhar-se profusamente.

28 Filósofo alemão moderno.

29 Ausência de coerção e não como ausência de ordem.

30 Era um objeto que poderia aproximar o homem de Deus. Com ela o alquimista poderia transmutar qualquer metal inferior em ouro, como também obter o Elixir da Longa Vida.

31 Em metafísica, a essência de uma coisa é constituída pelas propriedades imutáveis da mesma, adventos do conhecimento. O oposto da essência são os acidentes da coisa, isto é, aquelas propriedades mutáveis da coisa, possíveis apenas durante a fase dedutiva.

32 É uma característica comportamental ou estrutural peculiar a um indivíduo ou grupo. Na psicanálise e no estudo sobre comportamento, o termo é usado para se referir ao modo como indivíduos reagem, percebem e experimentam uma situação comum.

33 Modos afetados; gestos amaneirados; trejeitos.

34 Pôr de viés. Cortar obliquamente. Dar má direção a: Entortar.

35 Escritora, filósofa existencialista e feminista francesa.

36 NGrécia Antiga, a arte do diálogo, da contraposição e contradição de idéias que leva a outras idéias. Ou, a arte de, no diálogo, demonstrar uma tese por meio de uma argumentação capaz de definir e distinguir claramente os conceitos envolvidos na discussão.

37 Conjunto de leis que segundo a Bíblia, teriam sido originalmente escritas por Deus em tábuas de pedra e entregues ao profeta Moisés (as Tábuas da Lei).

38 Expressão de origem latina que significa "pelas mesmas letras", "literalmente" ou "com as mesmas palavras". Utiliza-se para indicar que um texto foi transcrito fielmente ao original.

39 A priori (do latim, « partindo daquilo que vem antes »), é uma expressão filosófica que designa uma etapa para se chegar ao conhecimento, que consiste no pensamento dedutivo. Mais especificamente, o conhecimento proposicional não pode ser adquirido através da percepçãointrospecçãomemória ou testemunho. É, assim, uma anterioridade lógica e não cronológica que é designada na noção "a priori". O conhecimento a priori se complementa com o conhecimento a posteriori, aquele que se adquire com a experiência.

40 Para todo o sempre.

41 Luz do sol, brilho, fogo.

42 Ação de ingerir ou ingerir-se. Intervenção; influência, intrometimento.

43 Sendo a atitude característica do homem que finge escolher, sem na verdade escolher. Que foge à liberdade.

44 existencialismo é uma corrente filosófica e literária que destaca a liberdade individual, a responsabilidade e a subjetividade do ser humano. O existencialismo considera cada homem como um ser único que é mestre dos seus atos e do seu destino. O existencialismo afirma o primado da existência sobre a essência, segundo a célebre definição do filósofo francês Jean-Paul Sartre: "A existência precede e governa a essência." Essa definição funda a liberdade e a responsabilidade do homem, visto que esse existe sem que seu ser seja pré-definido. Durante a existência, à medida que se experimentam novas vivências redefine-se o próprio pensamento (a sede intelectual, tida como a alma para os clássicos), adquirindo-se novos conhecimentos a respeito da própria essência, caracterizando-a sucessivamente. Esta característica do ser é fruto da liberdade de eleição. Sartre, após ter feito estudos sobre fenomenologia na Alemanha, criou o termo utilizando a palavra francesa "existence" como tradução da palavra alemã "Dasein", termo empregado por Heidegger em Ser e tempo.

45 Filósofo e Sociólogo alemão.

46 Escola de Frankfurt é nome dado a um grupo de filósofos e cientistas sociais de tendências marxistas que se encontram no final da década de 1920. A Escola de Frankfurt se associa diretamente à chamada Teoria Crítica da Sociedade. Deve-se à Escola de Frankfurt a criação de conceitos como indústria cultural e cultura de massa.

47 Tête, em francês, significa cabeça. A tradução "cabeça-com-cabeça" quer significar frente-a-frente, ou seja, estar juntos fisicamente. ...

48 Diz respeito à igualdade de todos os cidadãos. É o principio básico de um acordo que objetiva manter a ordem social através da preservação dos direitos em sua forma legal (constitucionalidade das leis) ou na sua aplicação a casos específicos (litígio).

49 É a condição do grupo que resulta da comunhão de atitudes e de sentimentos, de modo a constituir o grupo em apreço uma unidade sólida, capaz de resistir às forças exteriores e mesmo de tornar-se ainda mais firme em face de oposição vinda de fora.

50 Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica. No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário (em português), contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana. Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. Os pensadores adeptos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades. Já o sociólogo contemporâneo John B. Thompson também oferece uma formulação crítica ao termo ideologia, derivada daquela oferecida por Marx, mas que lhe retira o caráter de ilusão (da realidade) ou de falsa consciência, e concentra-se no aspecto das relações de dominação.

51 Neste livro Kant tenta responder três questões fundamentais da filosofia e da teoria do conhecimento: Que podemos saber? Que devemos fazer? Que nos é lícito esperar?

52 Leviatã é o livro mais famoso do filósofo inglês Thomas Hobbes, publicado em 1651. O seu título se deve ao monstro bíblico Leviatã. O livro, cujo título por extenso é Leviatã ou matéria, forma e poder de um Estado eclesiástico e civil, trata da estrutura da sociedade organizada.

53 Direito positivo é o conjunto de princípios e regras que regem a vida social de determinado povo em determinada época.[1] Diretamente ligado ao conceito de vigência, o direito positivo, em vigor para um povo determinado, abrange toda a disciplina da conduta humana e inclui as leis votadas pelo poder competente, os regulamentos e as demais disposições normativas, qualquer que seja a sua espécie.[1] Por definir-se em torno de um lugar e de um tempo, é variável, por oposição ao que os jusnaturalistas entendem ser o direito natural.

 

54 Direito natural (em latim lex naturalis) ou jusnaturalismo é uma teoria que postula a existência de um direito cujo conteúdo é estabelecido pela própria natureza da realidade e, portanto, válido em qualquer lugar e sob qualquer circunstância. A expressão "direito natural" é por vezes contrastada com o direito positivo, ou juspositivismo, de uma determinada sociedade, o que lhe permite ser usado, por vezes, para criticar o conteúdo daquele direito positivo. Para os jusnaturalistas (isto é, os juristas que afirmam a existência do direito natural), o conteúdo do direito positivo não pode ser conhecido sem alguma referência ao direito natural.

 

55 Lugar que não existe.

56 Salário eclesiástico.

57 Sem o qual não pode ser.

58 O bem maior e derradeiro para a humanidade.

Categoria: Texto Acadêmico

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