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Página 1 de 9 Texto enviado pela leitora Lenita Maria Costa de Almeida, sobre diversos aspectos relacinados à Avaliação
Avaliação como Fator de Exclusão Uma tentativa de contextualizar o homem, na sua relação com o poder, o domínio e o inovar. Sabemo-nos a caminho, mas não exatamente onde estamos na jornada. Boaventura Souza Santos Resumo: Este
estudo tem como propósito considerar o processo avaliativo na
multiplicidade de fatores contidos nos acidentes de percurso
registrados pela história. Caminha de forma linear para reflexões sobre
avaliação – intimamente ligada à exclusão – inserida no contexto
pós-moderno, dentro da realidade dos nossos dias. Constatações e
sinalizações apontam para o aprimoramento reflexivo, objetivando a
reconsideração de critérios avaliativos, que envolverão, sem dúvida, a
formação de professores. Palavras-chave: Avaliação – Mudança – Inovação - Exclusão Em
dois artigos que se completam, ABRAMOWICZ (1) desenvolve uma reflexão
crítica e transformadora sobre avaliação, calcada na presentidade, não
deixando, entretanto, de rastrear os fundamentos teóricos que transitam
no espaço histórico, analisando o início das preocupações com a
avaliação e o processo evolutivo em andamento, que joga essa temática
para a vanguarda no contexto educacional pós-moderno em que nos encontramos. Embora
seja possível sentir o envolvimento pós-moderno em todos os campos de
atividade humana, o uso do termo ainda comporta divergências
conceituais e controvérsias acadêmicas. Apontarei dialeticamente, em "flashes", algumas colocações que fundamentam a minha reflexão: Embora
o termo "pós-modernismo" tenha sido usado por alguns escritores dos
anos 50 e 60, não se pode dizer que o conceito de pós-modernismo tenha
se cristalizado antes da metade dos anos 70, quando afirmações sobre a
existência desse fenômeno social e cultural tão heterogêneo começaram a
ganhar força no interior e entre algumas disciplinas acadêmicas e áreas
culturais, na filosofia, na arquitetura, nos estudos sobre o cinema e
em assuntos literários. A legitimidade desse debate foi estabelecida em
duas direções, efetuando uma esterioscopia conceitual. Em primeiro
lugar, cada disciplina produziu provas cada vez mais conclusivas da
existência do pós-modernismo em sua própria área de prática cultural;
em segundo, e realmente mais importante, cada disciplina aproveitou
progressivamente as descobertas e definições de outras disciplinas. Com
o aparecimento da La Condition postmoderne, de Jean-François Lyotard,
em 1979, e com a sua tradução para o inglês em 1984, esses diferentes
diagnósticos disciplinares recebem uma confirmação interdisciplinar e
pareceu não haver mais espaço para se discordar de que o pós-modernismo
e a pós-modernidade tenham vindo para ficar. Como é natural, com esse
sucesso crítico veio a controvérsia .... Charles Newman tem outra
metáfora.... Para ele, o pós-modernismo é somente o sistema
representativo de uma 'inflação do discurso', que percorre todos os
níveis da sociedade, mas, em especial, as esferas da cultura e da
comunicação. Para Newman, a linguagem crítica e a literária renunciaram
deliberadamente a toda a relação com um valor de uso confiável e
acumulam obscuridade sobre obscuridade em intermináveis espirais de
autoavaliação. ... Em lugar de perguntar que é o pós-modernismo,
devemos perguntar: onde, como e por que o discurso do pós-modernismo
floresce? Que está em jogo em seus debates? A quem ele se dirige e de
que maneira? Essa série de questões retira a atenção do sentido ou
conteúdo do debate e a concentra em sua forma e função, de modo que,
tomando de empréstimo a fórmula de Stanley Fish, perguntamos, não o que
significa o pós-modernismo, mas o que ele faz. (CONNOR, 1993: 13-14)
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