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(1986) faz exaustiva análise da evolução comportamental do homem, nos
diversos períodos históricos e seu desenrolar transformador. Aborda o
fim da Idade Média quando começa a ter lugar um novo prisma para o
tempo e sentido modernos. Os
minutos tornaram-se valiosos; um sintoma deste novo sentido de tempo é
que em Nuremberg, os relógios vêm batendo os quartos de hora desde o
século XVI (FROMM, 1986:55) Foi o próprio advento do "time is money",
máxima do senso comum norte-americano na modernidade. Segundo o mesmo
autor, nesse período, o que não fosse produtividade e eficiência,
elevadas aos píncaros das virtudes morais, era desprezado. Prevalece o
comércio e o lucro, em detrimento do estudo das ciências e das artes,
sobrepujados pela mais incipiente espécie de trabalho manual, afetando
a todos, gerando conseqüências. Agora,
com início do capitalismo, todas as classes da sociedade, puseram a
mexer-se. Deixou de haver um lugar fixo na ordem econômica, que podia
ser considerada natural, inquestionável. O indivíduo foi deixado só;
tudo dependia do seu próprio esforço, não da segurança de seu 'status'
tradicional (FROMM, 1986:56) Ao
contrapor as características da sociedade medieval à moderna, FROMM
aponta, na primeira, a falta de liberdade individual, onde "todas as
pessoas se achavam aguilhoadas ao respectivo papel na ordem social ...
A vida particular, econômica e social, era contida por regras e
obrigações, de que praticamente nenhuma esfera de atividade se achava
isenta.... Contudo, malgrado a pessoa não fosse livre na acepção
moderna, tampouco se achava sozinho e isolado." (1986:42) Nesse relacionamento "senhor-escravo"
havia uma contrapartida de equilíbrio que dava ao homem segurança. Com
o advento do capital, o destino pessoal de cada um – agora com
liberdade – foi alterado pela insegurança, isolamento e ansiedade. O capital "deixava de ser um servo e tornava-se o senhor". (FROMM 1986:57) Se
houve para o homem ganhos de crescimento e liberdades individuais,
houve grandes baixas para sua vida, agora sem metas, autoconfiança
abalada, o que o faz entrar como perdedor na competitividade emergente.
A ameaça é sentida, mas o sujeito é indeterminado. São forças
suprapessoais, representadas pelo capital e o mercado. As decorrências
até nossos dias, todos sabemos e sofremos. Essa
divagação teórica pela área da Psicologia pretende apoiar a suposição
de que, talvez até por atavismo, ao defrontar-se com o novo, com a
possibilidade de mudança, mesmo embasada em reflexões operacionalizadas
por treinamentos (refiro-me à educação e ensino), o homem se agita.
Alguma coisa dentro dele tende a reagir de maneira inesperada. A
imprevisibilidade é a marca forte do ser, na sua limitação de homem. É
o imponderável, que torna-se o grande embargo quando se trata de
inovação e mudança. Adensando
a análise de condicionantes que interferem nos processos avaliativos,
lembrando uma vez mais e ainda que seu agente é o homem, fruto das
considerações até aqui delineadas, chegamos ao Poder, aliado a Domínio e Controle, quando se trata de avaliação.
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