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de exemplos clássicos como os de EINSTEIN e outros mal avaliados e que
deram no que deram, trago como ilustração, uma conversa recente entre
DIMENSTEIN & ALVES (2003). ALVES
relata suas experiências de estudante comentando a forma avaliativa e
comportamental de seus mestres. Conta ser chamado pelo número e não
pelo nome – Qual é seu número? Isso significava ficar depois da
aula, que ele classificava como sessão de tortura. Propunha-se uma
conta com mais de cem operações, cujo resultado era impossível alcançar
– isto até noite fechada. "Era algo estúpido, sem nenhuma função
educativa, cuja única função era fazer sofrer. Estive pensando que em
todas as instituições onde uma classe detém o poder absoluto – prisões,
asilos de velhos, orfanatos, escolas, exército -, existe sempre a
possibilidade do exercício do sadismo, que continua a estar presente
nas práticas escolares." DIMENSTEIN & ALVES (2003:27) DIMENSTEIN, por outro lado, trata da sua avaliação escolar tanto ou mais agressiva, porque direta: Durante
anos, ouvi: Você não é curioso, Você é burro, Você é mal caráter, Você
não presta, Você está traindo a herança da sua família, Você é mal em
matemática, em Química, Física, Biologia, Português, você é mal em
tudo, Você é um indivíduo menor. Aí comecei a pensar assim: Sou mesmo
um indivíduo menor. Aceitei e fui para o fundão. DIMENSTEIN & ALVES
(2003:31) Contudo,
a partir daí, graças à sua inteligência privilegiada passou a reagir
lendo com avidez Montessori, Piaget, Makarenko, Vygotsky, Freinet,
descobrindo que ele fora é mal ensinado. Transformou-se em alguém
apaixonado pelo que faz: Comunicar e Educar. Essa
colocação é um parêntesis que pretende contrapor toda a linha reflexiva
aqui abordada à realidade que não é agradável admitir. Que fazer?
Talvez as ciências psicológicas possam contribuir, num contexto de
reflexão, análise e alternativas processuais e comportamentais nos
investimentos para a formação do professor. Isso posto, resta voltar ao imaginário, tentando ofertar um refletido contributo, na tentativa de acertar. Tornar
conhecidas as novas teorias progressistas que consideram a avaliação um
processo permanente, crítico, atento e sensível à dinâmica dos tempos
seria, sem dúvida, um ponto de partida.
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