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Página 1 de 7 Segunda parte do artigo, escrito pelo leitor
Duglas Wekerlin Filho (
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)
3. Mediação da Aprendizagem Os
alunos vêem, na relação professor/ aluno, a relação ensino/
aprendizado, sendo que essa posição é instituída pela sociedade que
coloca os alunos e os professores em alturas diferentes no processo de
aprendizagem. Está consolidado que quem aprende é o aluno e quem ensina
é o professor. Se a dinâmica muda, há o surgimento de conflitos e de
cobrança de papéis. Essa posição parece ser óbvia quando se percebe que
a mediação do adulto acontece de modo espontâneo sobre as crianças
(VYGOSTKY apud FONTANA, 2000).
Na posição anterior, um domina os conceitos e o outro tem de
aceitá-los, porém quando a criança vai à escola, ela já domina
conceitos espontâneos, e a escola propõe que ela passe a dominar
conceitos sistematizados. Para que isso ocorra, há a necessidade de que
aconteça a articulação e a transformação recíproca. Professor e aluno
têm de atuar de modo diferente no processo de aprendizagem, não cabe
mais somente transmissão de conceitos. A mediação
pedagógica, muitas vezes, é subestimada, originando atividades que se
perdem, pois não são identificados os momentos de mediação e como essa
deve ser efetuada. Diante dessa situação, MASETTO (2001,
p.144) propõe que seja explicitado como pode ser entendida a mediação
pedagógica em um ambiente de aprendizagem. Por
mediação pedagógica entendemos a atitude, o comportamento, do professor
que se coloca como facilitador, incentivador ou motivador da
aprendizagem, que se apresenta com a disposição de ser uma ponte entre
o aprendiz e sua aprendizagem não uma ponte estática, mas uma ponte
'rolante', que ativamente colabora para que o aprendiz chegue aos seus
objetivos. É a forma de apresentar e tratar um conteúdo ou tema que
ajuda o aprendiz a coletar informações, relacioná-las, organizá-las,
manipulá-las, discuti-las e debatê-las com seus colegas, com o
professor e com outras pessoas(interaprendizagem), até chegar a
produzir um conhecimento que seja significativo para ele, conhecimento
que se incorpore aos seu mundo intelectual e vivencial, e que o ajude a
compreender sua realidade humana e social, e mesmo a interferir nela.
A mediação da aprendizagem, nessa perspectiva, põe em evidência o papel
de sujeito do aluno e fortalece o seu papel ativo nas atividades que
lhes permitirão aprender, bem como renova o papel do professor e
permite a entrada de novos materiais nos ambientes de aprendizagem.
Há, portanto, a necessidade de variar as estratégias para envolver o
aprendiz, como para responder aos diferentes ritmos e formas de
aprendizagem, pois nem todos aprendem do mesmo modo e no mesmo tempo
(GARDNER, 2000). A atuação de alunos e professores tem de
mudar nas escolas, e é necessário que elas se envolvam nas
transformações globais e locais das sociedades, pois se não o fizerem,
certamente ficarão à mercê unicamente do mercado, e esse obrigará que
ocorra a mudança que ele determinar. Hoje verifica-se,
crescentemente, que as sociedades necessitam de pessoas que saibam
aprender, desaprender e reaprender. Porém a escola tem papel decisivo
nessa situação, pois tem de oferecer condições para que os alunos
trabalhem essas habilidades. Como alerta FREIRE (1975, p.66), Educadores
e educandos se arquivam na medida em que, nesta distorcida visão da
educação, não há criatividade, não há transformação, não há saber. Só
existe saber na invenção, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente,
permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros.
Se a sociedade necessita de novos profissionais que saibam se inovar
continuamente, a escola também precisa se atualizar. Caso contrário,
incidirá em contradição performativa. (3) << Início < Anterior 1 2 3 4 5 6 7 Próximo > Fim >> |