spacer
   

Advertisement
Login UserExtended
Nome de Usuário

Senha

Lembrar login
Esqueceu sua senha?
Sem conta? Crie uma
Início
Legislação
Gestão Escolar
Artigos
Colunistas
Colaboração do Leitor
Sala de Aula
Monte sua Escola
Orientação Pedagógica
Inclusão Social
Institucional
Fórum de Discussões
Estatísticas do site
Visitantes: 8121172
Mais Lidos
 
Início arrow Colaboração do Leitor arrow Textos Acadêmicos arrow Relação Professor - Aluno: Uma Revisão Crítica
Dica 1: clique aqui para participar do Fórum de
             Discussão. Lá você esclarece dúvidas e interage
             com outros educadores.
Dica 2 : para aumentar o tamanho da tela, tecle F11.
Relação Professor - Aluno: Uma Revisão Crítica Imprimir E-mail
Por Denise de Cássia Trevisan Siqueira   
23 de dezembro de 2004


Estabelecendo um paralelo entre todas essas atuações, podemos afirmar que a disciplina em sala de aula está diretamente ligada ao estilo de prática docente; isto é, à autoridade profissional, moral e técnica do professor. Dessa forma, entre todos os observados, os professores que melhor conseguem este controle são aqueles que dominam o conteúdo que ensinam; não têm receio de dizer que não conhecem a resposta, mas que a irão pesquisar e depois a trarão (e cumprem a promessa); adaptam seus métodos e procedimentos de ensino em função da necessidade de sua clientela; possuem tato em lidar com as diferenças individuais em sala de aula; estão abertos ao diálogo; e demonstram dedicação profissional, senso de justiça, caráter, competência12 e hábitos pedagógico-didáticos necessários à organização do processo de ensino.

Um professor competente está sempre pronto a refletir sobre sua metodologia, sua postura em aula, a replanejar sua prática educativa, a fim de estimular a aprendizagem, a motivação13 dos seus alunos, de modo que cada um deles seja um ser consciente, ativo, autônomo, participativo e agente crítico modificador de sua realidade.

Vale a pena ainda mencionar um outro aspecto relevante no que concerne à relação teoria-prática14 , no caso, representada no exemplo que os professores dão, manifestando sua curiosidade, competência e abertura de espírito. Segundo MASCELLANI:

“O educador que não se organiza de modo satisfatório para questionar as condições dentro das quais vive [...] não conseguirá sequer ter comportamentos autênticos diante daqueles que deve educar, ou, pelo menos, diante dos alunos que estão colocados diante de si, destinatários de sua ação educativa.” (1980, p.128)

De nada adianta falar sobre organização, responsabilidade, ética, autonomia, se, na prática, não houver um planejamento15 das aulas, continuar-se a fazer críticas, pública e abertamente, contra colegas de trabalho, não se reservar algum tempo para o aperfeiçoamento contínuo e utilizar-se dos horários das aulas para realizar tarefas estranhas àquele momento (atualização de diários, correção de provas etc.).

O prazer pelo aprender não é uma atividade que nasce espontaneamente nos alunos, pois, muitas vezes, não é uma tarefa que cumprem com prazer. Para que este hábito possa ser melhor cultivado, é necessário que o professor consiga despertar a curiosidade dos alunos e acompanhar suas ações na solução das tarefas que ele propuser (o não acompanhamento poderá fazer os alunos se sentirem inseguros na realização da atividade proposta, por julgarem-se cobrados a um desempenho para o qual não foram preparados; e, o fornecer as respostas prontas, não permitindo que o aluno problematize e descubra a resposta correta, acomoda-o e prejudica sua autonomia).

Além disso, o aluno deve obter conhecimento não apenas para ter na cabeça muitas informações que, na maioria dos casos, nunca vai utilizar. O conhecimento ideal é aquele que o transforma em um “cidadão do mundo”. No entanto, para que isso aconteça, o papel do professor deve ser a de um “facilitador de aprendizagem”, aquele que provoca no aluno um estímulo que o faça aprender a aprender.

Tornar-se um professor facilitador não é uma tarefa fácil, pois requer a quebra de paradigmas16 ; o aprender a não desistir; a conscientização de que em uma sala de aula não há aprendizado homogêneo e imediato; que a orientação do professor, acompanhando cada passo do aluno, com a intenção de que ele, gradativamente, liberte-se e demonstre seu potencial, é fundamental; a percepção de que a formação continuada17 é uma necessidade, e que uma postura crítica-reflexiva deve fazer parte do seu dia-a-dia.


Notas


Texto orientado pela professora de Prática de Ensino / Estágio Supervisionado Dinéia Hypolitto do curso de Formação de Professores da Universidade São Judas Tadeu. Publicação: Revista Integração: Ensino=Pesquisa=Extensão da Universidade São Judas Tadeu. Ano IX, nº 33, maio.2003.

Denise de Cássia Trevisan Siqueira é bacharel em Letras e licenciada pelo Curso de Formação de Professores pela Universidade São Judas Tadeu; Engenheira Elétrica e Revisora da Editora Universidade São Judas Tadeu; professora de língua inglesa do Colégio da Polícia Militar e de língua portuguesa da Escola Técnica Estadual Camargo Aranha.

1. Aquele que usa com rigor a sua autoridade, não admitindo contradições. Ver ELIAS, Marisa Del Cioppo. Pedagogia Freinet – Teoria e Prática. São Paulo: Papirus, 1996.
2. Aquele que está aberto a quaisquer sugestões e críticas que o ajudem a se repensar como profissional a fim de reformular e melhorar sua prática. Ver HYPOLITTO, Dinéia. A formação do Professor o Estágio Supervisionado. São Paulo: Editora Catálise, 2001.
3. Aquele que permite que seus alunos pratiquem ou tomem atitudes despropositadas ou desrespeitosas para consigo ou para com seus amigos. Ver FURLANI, Lúcia Maria Teixeira. Autoridade do professor: meta, mito ou nada disso? São Paulo: Editora Cortez, 1991.
4. Falta de controle sobre os próprios atos e desrespeito as limitações e anseios das demais pessoas.
5. Uso impróprio da autoridade; imposição de forma dominadora, arbitrária e opressora.
6. Relativo a aquisição de um conhecimento, a percepção.
7. Afeição, simpatia, amizade; conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções, sentimentos e paixões.
8. Tendência para sentir o que sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas por outra pessoa.
9. Direito ou poder de se fazer obedecer, de se dar ordens, de tomar decisões, de agir; que tem influência e age; que tem por encargo fazer respeitar as leis.
10. “ Conjunto de princípios e regras elaborado livremente pela pessoa, através do contato com a realidade e da interação com os outros, e interiorizados pela aprendizagem, pela tomada de consciência das exigências da vida pessoa e social, e pela busca da autonomia através da atividade livre”. (HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. São Paulo: Ática,1997, p.66)
11. Comunicação, exposição de idéias através de perguntas e respostas entre duas ou mais pessoas.
12. Competência segundo o Dicionário Aurélio: qualidade de quem é capaz de apreciar e desenvolver certos assuntos... competente é aquele que julga, avalia, pondera, acha a solução e decide.
13. Ato de estimular o aluno com a finalidade de tornar a aprendizagem mais produtiva. Ver ZÓBOLI, G.. Práticas de Ensino – Subsídios para a Atividade Docente. 7ª ed. São Paulo: Editora Ática, 1996.
14. “É preciso falar, tanto quanto possível, através de ações, e apenas dizer o que é impossível fazer.” (ROUSSEAU, 1990, p.197).
15. VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento: Plano de Ensino – Aprendizagem e Projeto Educativo – elementos metodológicos para elaboração e realização. São Paulo. Libertad, 1995.
16. Modelos, padrões.
17. “Atividades formativas que ocorrem após a certificação profissional inicial... que visa principal ou exclusivamente melhor os conhecimentos, as habilidades práticas e as atividades dos professores na busca de maior eficácia na educação dos alunos”. (RODRIGUES e ESTEVES, 1993, P.44).

Referências Bibliográficas

CUNHA, M. I. O bom professor e sua prática. Campinas: Papirus, 1994.
ELIAS, M. D. C. Pedagogia Freinet – Teoria e prática. São Paulo: Papirus, 2000.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
FURLANI, L. M. T. Autoridade do professor: meta, mito, nada disso? São Paulo: Cortez, 1991.
GADOTTI, M.. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo: Scipione, 1999.
GRISI, R.. Didática mínima. 3. ed. São Paulo: Nacional, 1971.
HAYDT, R. C. C.. Curso de didática 2 Geral. São Paulo: Editora Ática, 1997.
HYPOLITTO, D. (org.). A formação do professor e o estágio supervisionado. São Paulo: Catálise, 2001.
LIBÂNEO, J. C.. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.
MASSETO, M. Didática: A aula como centro. São Paulo: FTD. 1996.
NÉRICI, I. G. Educação e metodologia. São Paulo: Pioneira, 1992.
RODRIGUES, A.; ESTEVES, M. A análise de necessidades na formação de professores. Portugal: Porto. 1993.
ROUSSEAU, J. J. Emílio. Portugal: Europa / América, 1990.
VASCONCELLOS, C. S. Planejamento: Plano de ensino – aprendizagem e projeto educativo – Elementos metodológicos para elaboração e realização. São Paulo: Libertad, 1995.
ZÓBOLI, G. Práticas de ensino - subsídios para a atividade docente. 7. ed. São Paulo: Ática, 1996


 

spacer
Buscar no site
Anuncie conosco
ImageSaiba como anunciar no site clicando aqui.

Cadastro grátis
Ao se cadastrar no portal, você passa a receber nosso informativo periódico, além de poder participar do fórum de discussões e de usufruir de outras vantagens. Junte-se a nós: são mais de 15.000 educadores e especialistas cadastrados.  Clique aqui.

Últimos textos
Apoiadores
Ultralink Comunicação Cultural

Centro de Estudos em Educação e Desenvolvimento Humano - CEDHU

Escolavip Cursos à Distância


Copyright © Ultralink Comunicação Cultural. Usando Mambo Open Source
spacer
Legislação | Cidadania | Educação - Geral | Ensino Técnico | Educação à Distância | Educação Especial / Inclusão | Gestão Escolar | Textos Gerais | Regimento Escolar | Plano de Gestão | Plano de Curso | Projeto Pedagógico | SecretariaArtigos | Diversos | Editoriais | Entrevistas | Nossos Mestres | Resenhas | Colunistas | Duglas Wekerlin Filho | Francisco Valente | Maria Elvira Polimeno Valente | Colaboração do Leitor | Textos Acadêmicos | Opinião | Sala de Aula | Ensino com Pesquisa | Ensino com Projetos | Monte sua Escola | Textos Gerais | Regularização | Educação Infantil | Outras Escolas | Orientação Pedagógica | Geral | PCN | RCN | Inclusão Social | Educação Especial / Inclusão | Institucional | Informações Gerais | Notícias Internas | Políticas | Fórum de Discussões | Calendário de Eventos
Conteúdoescola - o Portal do  Educador