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Qual o nosso Propósito? |
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Por Thereza Bordoni
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23 de dezembro de 2004 |
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Página 1 de 2 “Nem as medidas de reestruturação (descentralização, concentração, etc.), nem as medidas de intensificação (formação continuada, revisão curricular, etc.), sozinhas, conseguem operar nos atores escolares as mudanças de paradigmas indispensáveis para desenvolver outra concepção de aprendizagem, mais interativa, construtivista, capaz de envolver os alunos no desenvolvimento das competências indispensáveis para enfrentar o complexo mundo futuro”.WOODS et al. 1997
O complexo mundo futuro já chegou, é agora. A realidade evolui e nós precisamos e podemos intervir nesta evolução. Temos consciência do ambiente de competição no qual vivemos e já fizemos a leitura do cenário macro em que a educação está inserida. Fruto de um mercado globalizado, de uma ampla evolução tecnológica, de um processo de estabilização econômica e de uma enxurrada de informações difundidas. Cenário este também de rápidas mudanças. Este novo mundo nos exige a construção de novas habilidades para novas competências. Sabemos que neste complexo mundo novo arrisca-se mais, é preciso ter maior capacidade de adaptação, alianças podem ser decisivas e antes de ter um bom projeto é necessário ter uma boa estratégia.
E a escola, como se adaptou a este cenário atual? O que mudou no estilo de gestão e direção, na capacitação dos professores, no contexto no qual o corpo docente é chamado a funcionar (a organização dos horários e do espaço, a distribuição dos alunos, os procedimentos de agrupamento e de promoção, a forma de certificação etc.)?
Antes de buscar as respostas é necessário que a Escola dê a devida importância às perguntas (que nos fazem olhar para frente e ao mesmo tempo buscar referências no que já é conhecido). A primeira pergunta, nos proporciona um duplo olhar, ao passado e ao presente e este é o dilema básico da educação no mundo, porque coloca em confronto o avanço social e a interação com a escola. Para interagir positivamente, com tantos elementos convergentes é preciso, que a Instituição tenha profundo conhecimento de suas raízes, sua filosofia e sua missão; A partir da análise de sua história, resgatando o passado, fazendo o presente e planejando o futuro, pautada em suas conquistas, necessidades e planos. Seus princípios norteadores são a sua “identidade” perante a sociedade e devem ser também o ponto de diferenciação neste conturbado cenário atual.
Manter-se fiel aos seus princípios e utilizá-los como uma estratégia de diferenciação, não significa que não devemos romper com paradigmas, propor e buscar inovações. Não dá mais para separar o local do global, afinal a escola não é uma “ilha da fantasia”, ela é um reflexo da sociedade.
Na analise das questões e na busca pelas respostas, o primeiro ponto que precisamos rever é a importância do professor. É urgente revalorizar a docência. Todos os atores do processo educacional têm importância única e fundamental. Porém, o professor faz toda a diferença. Quando este ator assume o seu papel no palco da sala de aula (e fecha a porta), ele é o dono da cena! O sucesso da Escola depende enormemente do professor.
A escola deve investir agressivamente no processo de seleção, capacitação e certificação dos professores.
Aos gestores, cabe lembrar:
1.O professor faz a Escola, mas quem faz o professor é o líder. “O exemplo arrasta” 2.Avalie 2 vezes, contrate uma; 3.Ofereça uma visão realista do trabalho; 4.Selecione criteriosamente sua equipe pedagógica; 5.Invista em treinamento; 6.Construa um clima de confiança Institucional; 7.Livre-se do que não é necessário; 8.Certifique a qualidade de seus profissionais (o ensino público já começou).
O segundo ponto é sair da área do “achismo”, das impressões ou convicções firmadas: “eu acho que eu tenho isto..” “... mas meu aluno acha que...” Cuidado com as falsas pistas, os falsos diagnósticos e as falsas terapias... A educação é um setor singular, com características específicas, mas é também um setor de prestação de serviços, que como todos os outros precisa atender as demandas da sociedade. Precisamos trabalhar pautados também em fatos e dados, determinando um modelo gerencial específico para a área de serviços educacionais.
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