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Por Duglas Wekerlin Filho
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22 de julho de 2005 |
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Os professores têm de sair da condição de réus e serem tratados como profissionais da aprendizagem. Porém não basta admitir isso apenas com a “caneta”, os professores têm de ter recursos e estruturas para poderem trabalhar com os alunos diariamente.
A leitora B não se conteve e escreveu para mim, pois estava emocionada. Estava fazendo parte da rede de pessoas que acompanham as contribuições do portal de educação Conteúdo Escola.
Ela teve a oportunidade de se manifestar, de contar como estava se sentindo, de perceber que as suas inquietações são compartilhadas por outras pessoas. E que essas também querem uma escola melhor.
O fato dela se deixar envolver pelo texto e depois se manifestar por meio de um e–mail demonstra claramente como a emoção também ocorre em ambientes virtuais.
Outro fato que tem de ser valorizado é que a leitora B entende que a aprendizagem não ocorre apenas na sala de aula, mas em diferentes ambientes e com a vida. Ela afirma que gosta de ensinar e não só dar aulas. Essa fala já está repleta de emoção e a acompanhará em um ambiente presencial ou virtual.
CONCLUSÃO
Não pretendi entrar na polêmica do virtual e do presencial. Apenas quis demonstrar que a emoção nos acompanha diariamente e que ela está ligada visceralmente ao nosso existir independente de onde nos encontremos.
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Duglas Wekerlin Filho é professor da Universidade São Francisco, mestre em mídia e conhecimento, doutorando em educação pela PUC-SP. E-mail:
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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MATURANA, Humberto. Antologia da realidade. Belo Horizonte: UFMG, 1997.
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SEARLE, John. Mente, linguagem e sociedade: filosofia no mundo real. Tradução de F. Rangel. Rio de Janeiro: Rocco, 2000.
TORRE, Saturnino de la; MORAES, Maria Cândida. Sentipensar: fundamentos e estratégias para reencantar a educação. Petrópolis: Vozes, 2004.
TORRE, Saturnino. Dialogando com la creatividad: de la identificación a la creatividad paradójica. Barcelona: Octaedro, 2003.
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