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Publicação original: Revista Digital Art&. Referência: FREITAS, Joselaine Borgo Fernandes de. "Arte é conhecimento, é construção, é expressão. In: Revista Digital Art&. Ano III, Número 03, Abril de 2005. ISSN 1806-2962 <http://www.revista.art.br>. Disponível desde 30 de abril de 2005.
Resumo: Este artigo apresenta e busca superar algumas visões simplistas e de senso comum, no que se refere à concepção de arte e de aproximar-se de uma concepção mais completa, considerando arte como conhecimento, como construção e como expressão. Dependendo da maneira como a arte for concebida e conseqüentemente trabalhada ela assumirá diferentes papéis na sociedade. Se limitarmos a arte a uma concepção positivista ao estilo “Arte é: ” , limitaremos também seu papel no processo de socialização de crianças e adolescentes. É preciso caminhar para uma reflexão epistemológica: o que não é arte, o que pode ser, buscar métodos para pesquisar e ensinar...
Palavras chaves: concepções de arte, conhecimento, construção, expressão.
INTRODUÇÃO
Este artigo busca superar visões simplistas e de senso comum, no que se refere à concepção de arte. Dependendo da maneira como a arte for concebida e conseqüentemente trabalhada ela assumirá diferentes papéis na sociedade. Se limitarmos a arte a uma concepção positivista ao estilo “Arte é: ” , limitaremos também seu papel no processo de socialização de crianças e adolescentes. É preciso caminhar para uma reflexão epistemológica: o que não é arte, o que pode ser, buscar métodos para pesquisar e ensinar...
Com base na minha experiência, acredito no potencial da arte enquanto conhecimento a ser construído, linguagem a ser experimentada e fruída, expressão a ser externalizada e refletida. Levando nosso aluno a construir, experimentar, externalizar e refletir, estaremos considerando a arte como área de conhecimento, com características únicas e imprescindíveis ao desenvolvimento do ser humano. Um ser dotado de uma totalidade – de emoção e razão, de afetividade e cognição, de intuição e racionalidade – e de uma subjetividade, que não podem ser ignoradas no processo de ensino e aprendizagem da arte, que tanto busca quebras de dicotomias. Os professores são impelidos a escolher entre expressividade e técnica, tradição e inovação, diversão e aprendizagem, mito e profanidade, mágica e estrutura, certo e errado, bonito e feio, como se não existissem equilíbrios e desses elementos, apenas um fosse educativo.
Ana Mae Barbosa, em seu livro Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, deixa bem claro o potencial desta via de conhecimento ao dizer que:
Por meio da Arte é possível desenvolver a percepção e a imaginação, apreender a realidade do meio ambiente, desenvolver a capacidade crítica, permitindo ao indivíduo analisar a realidade percebida e desenvolver a criatividade de maneira a mudar a realidade que foi analisada. (BARBOSA, 2003, p.18)
A seguir, apresento e discuto visões de senso comum incorporadas por muitos alunos e professores, com o objetivo maior de superar essas visões, ou, simplesmente, de levar os que lerem este artigo a refletir sobre sua concepção de arte e conseqüentemente sua prática.
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