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Página 3 de 9 2 - IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA 2.1 - Identificação Escola Estadual "Professor Ruy Valente " 2.1.1 - Localização Av. Ruy Valente, s/nº, Jardim Rafard - São Paulo - SP CEP 04960-020 - Fone: 0000 - 0000 Sub-distrito de Itapiranga - Campo Formoso São Paulo - SP 2.1.2 - Atos Legais Criação - ensino fundamental Decreto 00.000, de 00/00/0000. DOE 00/00/00, instalação em - 00/00/00. Instalação e funcionamento do Ensino Médio A partir de 00/00/0000, com base no Decreto 0.000/00. 2.1.3 - Códigos da Unidade Escolar CIE - 000000 U.A. - 00000 FDE - 0000 Nº do prédio - 0000000 2.1.4 - Jurisdição Diretoria de Ensino - Região 00000 2.1.5 - Modalidades de Ensino: Cursos e Ciclos
A Escola oferece cursos de Ensino Fundamental ( Ciclos I e II ),
Classes de Aceleração - Ciclo I (AC I e AC II) e Ensino Médio
Flexibilizado, ministrados em horários diferenciados, nos períodos
matutino, vespertino e noturno, em 3 turnos. 2.1.6 - Direção Maria da Silva e Silva - Diretora de Escola; Silvia Maria da Silva - Vice-Diretora de Escola; Maria Silvia da Silva - Vice -Diretora de Escola . 2.1.7 - Coordenação Pedagógica Maria José de Freitas - Professora Coordenadora - Diurno; Olímpia de Souza e Silva - Professora Coordenadora - Noturno. 2.2 - Escola e Comunidade - Caracterização 2.2.1 - Recursos Físicos
A Escola Estadual "Professor Ruy Valente " está instalada num prédio de
excelente construção e relativamente novo (22 anos) e acaba de passar
por uma reforma. Conta com 25 salas de aula, sala de professores, sala
de secretaria, biblioteca, laboratório, sala da Direção, sala dos
Vice-diretores, 02 salas para os Professores Coordenadores (adaptadas),
laboratório de informática (sala adaptada), sala de vídeo, sala de
educação física, almoxarifado, 2 dispensas, refeitório, cozinha, 9
sanitários, para alunos, administração e professores, depósito,
residência do ocupante de zeladoria, amplo pátio coberto, jardins
(interno e externo ao prédio) quadra poli-esportiva, áreas livres e
local para estacionamento de veículos e cantina. A maioria das
salas é ampla, assim como os corredores e escadarias. A conservação em
geral é boa, graças ao trabalho de conscientização de alunos e
comunidade visando a preservação do próprio escolar. Por tratar-se de
uma construção de grande porte, são muitas as despesas para limpeza,
manutenção e conservação do imóvel, nem sempre havendo recursos
financeiros para todas as intervenções necessárias. 2.2.2 - Recursos Técnicos e Pedagógicos
A Escola se acha relativamente equipada para dar consecução às suas
atividades educacionais. Conta com antena parabólica, 2 aparelhos de
televisão e 3 de vídeo, 1 retro-projetor, 1 computador Pentium 300 com
impressora JJ 840 (usados somente pela administração), aparelho de som
com acessórios e caixas acústicas, filmadora e máquina fotográfica,
episcópio, fax, 2 máquinas de escrever mecânicas, xerox, 2 mimeógrafos
Facit, biblioteca com aproximadamente 700 volumes. Possui também
material pedagógico específico (jogos, etc.) . A parte de administração
está bem instalada, com mobiliário e equipamentos adequados ao seu uso.
Há ainda 5 microcomputadores Patrix 300, com kits multimídia,
instalados no laboratório de informática, assim como um scanner manual
JJ e uma impressora JJ 870. A cozinha conta com os equipamentos
necessários para a consecução de suas atividades. Há ainda equipamentos
elétricos e ferramentas para limpeza e manutenção das instalações. A Escola possui um levantamento esgotante de todos os seus equipamentos, fazendo parte de seu inventário. 2.2.3 - Recursos Humanos
Oferecendo Ensino Fundamental (Ciclos I e II ), Classes de Aceleração e
Ensino Médio Flexibilizado, a Escola conta com 75 professores em seu
quadro, sendo 5 afastados por motivos diversos (2 deles atuando como
Professores-Coordenadores na Escola) e 14 eventuais. A administração
compõe-se de 1 Secretário, 4 Oficiais de Escola, 7 Serventes, 2
Inspetores de Alunos, 3 Auxiliares de Serviço e 1 Ocupante de
Zeladoria. Dos funcionários administrativos, 2 se encontram afastados,
para tratamento de saúde ou prestando serviços em outros locais. 2.2.4 - A Clientela
Fazendo parte da comunidade, é fundamental que a Escola conheça o
contexto social de sua vizinhança e da clientela a que serve. Apesar de
óbvia, nem sempre essa percepção é alcançada pelas unidades escolares,
muitas vezes absorvidas na atividade educativa como expressão de um
processo burocrático e indefinido. Conhecer a comunidade em que está
inserida (e, portanto, sua clientela), suas necessidades,
potencialidades e expectativas, adequando a elas seu trabalho de
atendimento educacional, é a única forma possível para a Escola atender
às suas finalidades - formar cidadãos, conscientes e capazes,
fornecendo, ainda, os conteúdos e habilidades necessários à sua melhor
inserção no ambiente social. A clientela da Escola Estadual
"Professor Ruy Valente " não difere das de outras escolas públicas da
periferia de São Paulo: carenciada de modo geral, muitas vezes
desnutrida, proveniente de lares desfeitos ou desestruturados pela
falta de emprego ou atividade econômica, alcoolismo e uso de drogas. A
delinquência entre os jovens é comum e a convivência diária com o crime
banaliza a violência e a marginalidade. Esse contexto transforma nossos
alunos em verdadeiros sobreviventes, para os quais o dia a dia se
transforma em batalha pela manutenção da vida e dos poucos bens
materiais de que dispõem. Dentro desse quadro, estudar, para uns,
torna-se a única forma de escapar desse ambiente - e, para outros, uma
atividade de rotina, desvinculada das finalidades que nos levam -
direção, coordenação e docentes - á tarefa diária de oferecer-lhes as
melhores condições possíveis de educação e inserção no ambiente social.
Nossa Escola conta com dois programas singulares: o de aceleração de
estudos e o Ensino Médio flexibilizado. Ambos procuram atender à
defasagem idade/série, característica muito presente entre nossos
alunos. 2.2.5 - A Comunidade A Escola Estadual
"Professor Ruy Valente rse" está localizada no Jardim Rafard (altura do
nº 000 da Estrada do Capivari), um dos muitos bairros dormitórios da
periferia da Capital de São Paulo, especificamente região sul-oeste, e
vizinho do Jardim Anamaria e Capão Formoso , nomes famosos em todo o
Brasil pela violência que marca o seu dia a dia, ligada principalmente
a problemas de consumo e tráfico de drogas, roubos e assassinatos. Há
toda uma população pobre, carente e trabalhadora, geralmente migrada de
outros Estados do Brasil (Nordeste, principalmente) convivendo com o
crime e a marginalidade e sem outra condição de moradia a não ser nos
arrabaldes da cidade (situação que se repete nas demais regiões
periféricas da metrópole). Residem em habitações com mínimo conforto,
geralmente inacabadas, de de alvenaria, ou em barracos de madeira e
restos de construção. A estrutura urbana oferece água encanada em boa
parte das casas, assim como eletricidade. Poucas, porém, usufruem de
esgotos públicos, calçamento e iluminação. Não contando com
empresas de grande porte, a população local vê-se obrigada a grandes
deslocamentos diários, em busca de trabalho em outros bairros da
Capital e Grande São Paulo, despendendo nisso muitas horas e grande
sacrifício. O atendimento médico à região é precário,
havendo um Pronto Socorro da Prefeitura no Jardim Itacira e um Posto de
Saúde no Jardim Rafard, este próximo à Escola. Quanto a atendimento
hospitalar, somente no Hospital Municipal de Campolindo ( distante
muitos quilômetros) ou no Hospital de Capivari, também distante. O
bairro, assim como os demais próximos (Vila Bilu, Vila Adhemar, Jardim
Morro Azul, Jardim Itacira) encontra-se na região de mananciais,
teoricamente protegida por lei contra devastação ambiental. A maioria
dos terrenos e imóveis do local, porém, são de invasão, ou seja, foram
cercados ou construídos de maneira irregular ou ilegal. Não há bancos
próximos, apenas pequeno comércio, feito de algumas padarias,
botequins, quitandas, lojinhas e pequenos mercados, dentro do perfil de
poder aquisitivo da população local. Os bairros são servidos por
várias linhas de peruas - lotação, cuja parada é o bairro de Santo
Amaro; no Jardim Rafard há apenas 1 linha de ônibus regular, havendo
outras linhas servindo a região e percorrendo a avenida de acesso, a
Estrada do Capivari . O atendimento escolar também é deficiente,
havendo poucas escolas públicas nos bairros vizinhos. A falta de
áreas de recreação e lazer adequada para os jovens aprofunda ainda mais
a instabilidade social do bairro pois, aliada à falta de oportunidades
de emprego, canaliza as energias da clientela para a violência e a
criminalidade. A Escola mantém um bom relacionamento com a
comunidade; apesar disso, não é grande a participação da mesma nas
atividades regulares Escola, restringindo-se a um número de pequeno
pais mais conscientes e cooperativos. 2.2.6 - Análise do Processo Educacional
Em 1.998, a Escola formou 134 alunos em seus cursos. Em termos de
rendimento do ensino, os dados pesquisados nos oferecem um resultado
não diferente da maioria das escolas públicas de São Paulo: baixo
aproveitamento em Matemática e Língua Portuguesa, exigindo um programa
permanente de reforço e recuperação. A situação é a mesma observada nos
anos letivos anteriores, quando, apesar de praticamente toda a
programação curricular ter sido cumprida, os resultados nos mostraram
grandes deficiências nessas duas disciplinas, tanto no Ensino
Fundamental quanto no Ensino Médio. Os resultados do 000000 de 1998
mostram a Escola, em Língua Portuguesa, Ensino Fundamental, abaixo da
média de acertos da Coordenadoria da Grande São Paulo (45,33% contra
457,77%) e abaixo da média de acertos das escolas de todo o Estado -
48,47%; quanto a Matemática, os resultados não são melhores: ainda no
Ensino Fundamental, a média de acertos ficou em 33,50%, abaixo das
demais escolas da região (36,23%), das escolas da Grande São Paulo
(37,10%) e de todo o Estado de São Paulo (38,97%). No Ensino Médio
a Escola aparece melhor colocada em comparação às demais da rede
pública estadual: em Língua Portuguesa, a média de acertos foi de
41,40%, contra 39,53% das demais escolas da região e 40,20% das escolas
do restante do Estado; em Matemática, a média de acertos foi de 29,83%,
contra 32,00% das demais escolas da região e 33,87% das demais escolas
do Estado de São Paulo; as demais disciplinas (História, Ciências,
Geografia) aparecem com resultados equilibrados, sempre acompanhando o
perfil das escolas da região (escolas da antiga 19ª Delegacia de
Ensino), da Coordenadoria da Grande São Paulo e do Estado. Uma
análise efetuada pelos professores nos mostra a dificuldade enfrentada
pelos alunos com relação ao entendimento dos enunciados das questões
das provas; esse fato redundou, certamente, na diminuição da chance de
acertos na resolução das questões colocadas, provocando um desvio na
certitude dos resultados. Quanto à evasão escolar os dados aparecem
estáveis, apenas camuflados pelo uso comum da comunidade de, mudando
com frequência de local de residência, não tomar a providência de
solicitar transferência formal de escola, mas simplesmente
re-matriculando seus filhos em outra unidade próxima da nova moradia.
Em 1999, a Escola matriculou (dados de março) 2.115alunos, sendo 1.730
no Ensino Fundamental (798 no ciclo I e 927 no Ciclo II) e 447 no
Ensino Médio. Correspondem a 1.771 alunos nos períodos diurnos, em 44
classes e 447 alunos no período noturno, em 10 classes.
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