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O portador de deficiência
O portador de deficiência - cliente da Educação Especial - é vítima de
discriminação, marginalização e segregação na sociedade e na escola.
A escola especial é um ambiente de segregação, portanto, de exclusão social. Na escola pública, o portador de deficiência duplamente excluído: enquanto deficiente e enquanto cliente da escola pública.. A integração escolar é um procedimento administrativo e corresponde tão somente a uma "mudança de atitude .
A inclusão (escolar e social) é um procedimento político/ideológico -
mais amplo, portando, que a simples integração escolar - e corresponde
a "mudança de mentalidade". A integração escolar está prevista na LDB 9.394/96 - título III (do direito à educação e do dever de educar), inciso III. Quem é o cliente de educação especial
O educando que apresenta desvio - da média considerada padrão para uma
faixa etária determinada, para menos ou para mais - nos aspectos:
físico, sensorial e mental. Portadores de Necessidades Especiais - Tipologia De ordem física : hemiplégicos, paraplégicos, tetraplégicos, mutilados De ordem sensorial: deficientes visuais, deficientes auditivos. De ordem mental: situações mais frequentes: portadores de Síndrome de Down, autismo, paralisia cerebral.
Outros: o superdotado, o portador de TDAH (portador do transtorno de
deficit de atenção e hiperatividade) e o portador de TDA (portador de
transtorno de deficit de atenção). Distúrbios de aprendizagem: dislexia, disgrafia, gagueira, baixo nível de cognição. Veja, no item "Glossário", a conceituação para as deficiências acima listadas. A integração escolar de portadores de necessidades especiais em salas de aula regulares Mitos - não são fáceis de lidar, em função de suas deficiências. - as escolas não estão preparadas - currículo e arquitetura - professores não estão preparados. - salas de aula muito numerosas. - pais de alunos comuns resistentes. - pais de portadores de deficiência que "protegem" seus filhos Realidade
- 85%, no mínimo, de portadores de necessidades especiais (como os DM)
são perfeitamente integráveis à sala de aula regular, com um mínimo de
problemas de adaptabilidade. - a integração escolar estimula
o desenvolvimento do portador de necessidades especiais - função
inclusora e função terapêutica. - a integração escolar estimula a convivência com a diferença, contextualizando o tema transversal "diversidade". - novas abordagems pedagógicas estão sendo desenvolvidas para lidar com portadores de diferenças.
- a necessidade, em termos de políticas públicas, de começar a partir
de algum ponto: no caso, integrar para, em seguida, aparar as arestas
do modelo de integração. o-o-o-o Glossário - Necessidades Especiais/educação Especial Doença Denominação genérica de qualquer desvio de um estado considerado "normal". Deficiência
Toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica,
fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de
atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; Distúrbio (ver, também, "incapacidade")
Situação, geralmente transitória, em que a pessoa apresenta deficiência
ou incapacidade de ordem física (expressão), sensorial ou mental.
geralmente reversíveis quando sujeitas a terapias especializadas
(médicas, pedagógicas, psicológicas, psicopedagógicas,
fonoaudiológicas, entre outras). Deficiência permanente
aquela que ocorreu ou se estabilizou durante um período de tempo
suficiente para não permitir recuperação ou ter probabilidade de que se
altere, apesar de novos tratamentos; Incapacidade (deficiência transitória)
Uma redução efetiva e acentuada da capacidade de integração social, com
necessidade de equipamentos, adaptações, meios ou recursos especiais
para que a pessoa portadora de deficiência possa receber ou transmitir
informações necessárias ao seu bem-estar pessoal e ao desempenho de
função ou atividade a ser exercida. Deficiência física
Alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano,
acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a
forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia,
tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, amputação
ou ausência de membro, paralisia cerebral, membros com deformidade
congênita ou adquirida, exceto as deformidades estéticas e as que não
produzam dificuldades para o desempenho de funções; Deficiências sensoriais Auditiva - perda parcial ou total das possibilidades auditivas sonoras, variando de graus e níveis na forma seguinte: a) de 25 a 40 decibéis (db) - surdez leve; b) de 41 a 55 db - surdez moderada; c) de 56 a 70 db - surdez acentuada; d) de 71 a 90 db - surdez severa; e) acima de 91 db - surdez profunda; e f) anacusia (perda total da audição);; Visual
Acuidade visual igual ou menor que 20/200 no melhor olho, após a melhor
correção, ou campo visual inferior a 20º (tabela de snellen), ou
ocorrência simultânea de ambas as situações; Deficiência mental
Funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com
manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou
mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: a) comunicação; b) cuidado pessoal; c) habilidades sociais; d) utilização da comunidade; e) saúde e segurança; f) habilidades acadêmicas; g) lazer; e h) trabalho; deficiência múltipla a associação de duas ou mais deficiências. Superdotação/superdotados
capacidade intelectual, cognitiva ou de outra qualidade,
significativamente acima da média das pessoas comuns (no caso do teste
de QI, registros acima de 140). tradicionalmente, aplicava-se a
alunos com raciocínio lógico-dedutivo e matemático acima da média.
atualmente, a partir do conceito de inteligências múltiplas de Howard
Gardner, aplica-se também a outros potenciais: inteligências espacial,
cinestésica, musical, estética, entre outras. Menosvalia
Situação desvantajosa para um indivíduo determinado, como conseqüência
de uma deficiência ou incapacidade que o limita ou impede de
desempenhar um papel. Caracteriza-se pela diferença entre o rendimento
do indivíduo e suas próprias expectativas e as do grupo a que pertence. Doença mental
Denominação genérica dada a distúrbios de comportamento, causados por
injúria neurológica, distúrbios cerebrais, distúrbios psicológicos ou
mentais. Entre outros, cita-se: esquizofrenia, depressão,
anorexia/bulimia, demência senil, mal de Ahlzeimer, mal de Parkinson,
psicose, etc. Os doentes mentais, entre outros, são categorizados como deficientes mentais ou portadores de necessidades especiais. Surdos Sujeitos portadores de deficiência sensorial auditiva, absoluta ou parcial, nativa ou não. Terapia ocupacional
Conjunto de conceitos, procedimentos e técnicas, englobados em
metodologias de trabalho que utilizam práticas laborais para a
diminuição de sintomas ou para o desenvolvimento intelectual de
sujeitos portadores de necessidades especiais que se enquadrem nos
casos previstos. As terapias ocupacionais reabilitam e
habilitam portadores de necessidades especiais conseguindo sua melhor
inclusão social através de práticas ocupacionais e integração ao
trabalho. Fisioterapia Conjunto de
conceitos, procedimentos e técnicas englobados em metodologias de
trabalho que visam, através da estimulação física, reabilitar e/ou
habilitar o portador de necessidades especiais, visando a melhoria de
seus sintomas patológicos ou o desenvolvimento de seus potenciais
intelectuais. Tradicionalmente hegemônica no atendimento a
portadores de deficiências, dividindo seu espaço terapêutico com outras
modalidades de intervenção: psicológicas, pedagógicas, entre outras. Educação especial
Modalidade de educação escolar - um processo definido em uma proposta
pedagógica, assegurando um conjunto de recursos e serviços educacionais
especiais, organizados institucionalmente para apoiar, complementar,
suplementar e, em alguns casos, substituir os comuns, de modo a
garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das
potencialidades dos educandos que apresentem necessidades educacionais
especiais, em todos os níveis, etapas e modalidades da educação. Inclusão
O contrário de exclusão e componente do processo dialético
exclusão/inclusão. Pessoas socialmente incluídas (ou inseridas) são as
que fazem parte dos ambientes materiais e simbólicos (educação e
cultura), em contraposição às pessoas (socialmente) excluídas. Inclusão escolar
Processo de inclusão nos ambientes escolar e cultural dos sujeitos
anteriormente excluídos desses ambientes sociais. é mais que a simples
integração física de sujeitos em sala de aula - pois supõe uma mudança
de atitudes e mentalidade frente às diferenças e diversidades de toda
ordem: físicas, étnicas, culturais, econômicas, etc.. Professor de educação especial
É o que desenvolveu, através de formação específica, competências para
a identificação de necessidades educacionais especiais, e em condições
de definir, implementar, liderar e apoiar a implementação de
estratégias de flexibilização, adaptação curricular e práticas
didáticas e pedagógicas adequadas, bem como trabalhar em equipe,
assistindo ao professor de classe comum nas práticas necessárias à
inclusão dos alunos com necessidades especiais. Essa formação específica deve ser comprovada através de:
- cursos de licenciatura em educação especial, ou em uma de suas áreas,
preferentemente concomitantes com cursos na área de educação infantil;
ou - pós-graduação em áreas específicas de educação especial,
posterior à licenciatura comum, para atuação ensino fundamental e no
ensino médio. Professor capacitado para Educação especial
É o professor de sala de aula comum que tem condições de atender a
portadores de necessidades especiais em virtude de constar, em seus
currículos formativos, conteúdos sobre educação especial Professores intérpretes
São os especializados em apoiar alunos surdos, cegos ou surdos-cegos e
outros que apresentem sérios comprometimentos de comunicação ou
sinalização. Dominam a linguagem Braille (para deficientes visuais) e a
linguagem de sinais (para sujeitos surdos). Classes especiais
Salas de aula destinadas especificamente para atender a grupos de
alunos portadores de necessidades especiais. atualmente, sua existência
se justifica somente para os casos de flagrante gravidade e que
impossibilite, quase por completo, a freqüência do aluno a classes
regulares. Sala de recursos (especiais) Ambiente
que conta com serviços de natureza pedagógica, conduzida por professor
especializado e que suplementa (na superdotação) e complementa (no caso
dos demais alunos com necessidades especiais) o atendimento comum
realizado em classes regulares. Esse atendimento pode ser individual,
em grupos por escola ou grupamentos de alunos de várias escolas
próximas. Escolas especiais Escolas
destinadas a atender, especificamente, portadores de necessidades
especiais, agrupados ou por deficiência específica - sensorial, física,
mental ou múltipla. Sua existência e funcionamento se justificam,
atualmente, somente para casos considerados muito graves e que
impossibilitem a inclusão dos sujeitos em escolas/salas de aula
regulares. Atendimento itinerante
Atendimento feito por professores especializados que percorrem várias
escolas, mediante programação, para o atendimento de alunos portadores
de necessidades especiais, assistindo a professora regular e
complementando o seu trabalho. Atendimento transitório
Atendimento que se faz, de modo específico, mas transitório, a
portadores de necessidades especiais nas situações em que o trabalho
escolar em classes regulares não se faz possível. O atendimento
hospitalar é um dos casos. Atendimento escolar hospitalar
Atendimento escolar, por professor capacitado ou especializado, a
portadores de necessidades especiais que se encontrem internados,
transitoriamente ou em caráter permanente, em função da gravidade de
seus casos. Terminalidade Específica
Escolarização com finalidade definida, para os portadores de
necessidades especiais com deficiência mental grave ou múltipla,
adotando procedimentos de avaliação pedagógica, certificação e
encaminhamento para alternativas educacionais que concorram para
ampliar as possibilidades produtivas e de inclusão dessa pessoa. Essas
alternativas, geralmente, se dão em termos de encaminhamento pra cursos
e atividades profissionalizantes. Certificação de Terminalidade Específica
Documentação fornecida - certificação de conclusão de curso - pela
instituição educacional, ao portador de deficiência mental grave ou
múltipla, para fins de encaminhamento a cursos de profissionalização ou
semelhante, em função da impossibilidade de continuidade de
desenvolvimento intelectual em escolas regulares; deve ser acompanhado
de histórico escolar, avaliação circunstanciada, assinada pela direção
e pelo supervisor do estabelecimento. Casos de necessidades especiais de ordem mental mais frequentes na escola Paralisia cerebral
Prejuízo (seqüela de agressão encefálica) permanente do movimento e da
postura, resultante de uma desordem encefálica não progressiva. É
causada por fatores hereditários ou problemas havidos durante a
gravidez, parto, período neonatal ou nos 2 primeiros anos de vida. Pode
ser acompanhada de rebaixamento mental e distúrbios convulsivos.
Fatores causadores: no parto: hemorragia intracraniana, anoxia (falta
de oxigênio), asfixia do nascimento e desconforto respiratório;
pós-natais: meningites e encefalites (infecções), distúrbios
vasculares, traumas e tumores cerebrais. Pode ser leve (85% dos casos),
moderada (10%) ou severa (5%). Na maioria dos casos, os portadores tem
plenas condições de freqüentar classes regulares em escolas comuns. Síndrome de Down/trissomia
Não é doença. A síndrome de down é conseqüência de um acidente genético
- uma alteração no número de cromossomos (47, ao invés de 46) e na
distribuição de cromossomos (o par 21 recebe mais 1 cromossomo -
trissomia - Lejêune, 1958). Não é considerada doença. Existem 3
tipos de trissomias, (trissomia simples, mosaico e translocação) sendo
que, neste último caso, pode se dar por transmissão genética.
Os portadores apresentam características fisionômicas peculiares, baixa
estatura, como cabelo fino e liso, rosto arrendado, nariz achatado,
prega palmar única, mãos pequenas, dedos curtos, pescoço curto e
grosso, flacidez muscular. podem ter desenvolvimento intelectual
consideravelmente mais lento que as pessoas comuns. 95% dos portadores
de síndrome de down possui déficit intelectual Autismo/autista
Fenômeno patológico (Dicionário Aurélio) cerebral caracterizado pela
limitação do desenvolvimento afetivo/social (desligamento do mundo); na
maior parte dos casos, acompanha retardo mental (limitação e atraso no
desenvolvimento intelectual). Acomete mais a crianças do sexo masculino. Movimentos repetitivos de cabeça e membros, palavras e frases são comuns.
Não há padrão de comunicação com outras pessoas, nem afetos. a terapia
ocupacional é um dos meios de assistir o autista e integrá-lo à
sociedade. Estereótipo é a denominação para os movimentos repetitivos dos sujeitos autistas. Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade
Considerado atualmente um transtorno psiquiátrico, caracteriza os
alunos denominados "hiperativos". Os sujeitos não conseguem concentrar
a atenção na situação de aula, ao mesmo tempo em que apresentam uma
atividade corporal acima do considerado normal. É passível de
tratamento através de medicamentos anti-depressivos e terapia
psicológica. Transtorno de Déficit de Atenção
Também considerado atualmente um transtorno psiquiátrico, caracteriza
os alunos que não conseguem manter a atenção voltada para as situações
de aula. São confundidos, muitas vezes, com os sujeitos dotados de
baixa capacidade cognitiva, apresentam um quadro de melhora se
submetidos a tratamento com medicamentos específicos (Ritalina). Distúrbios de aprendizagem Dislexia
Distúrbio da aprendizagem, específico da linguagem, caracterizada por
dificuldade na decodificação de palavras. Mostra insuficiência no
processo fonológico. Apresenta sintomas variados. É hereditária e não
acompanha, em absoluto, comprometimento da inteligência. Não visto como
doença e não apresenta comprometimento neurológico. Disgrafia
Distúrbio de aprendizagem semelhante à Dislexia, ocasionando
dificuldades no desenvolvimento da escrita manual. Os portadores desse
distúrbio podem escrever perfeitamente bem com máquinas de escrever ou
teclados de computador. 0-0-0-0 |