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Freinet e a Pedagogia do Bom-senso ou Pedagogia do Sucesso Imprimir E-mail
Por Conteúdoescola   
23 de julho de 2004


A partir dos anos 50, a Pedagogia Freinet, não obstante todos os obstáculos criados pelo pensamento conservador, já se consolidara e ao falecer, em 1966, Freinet já era reconhecido mundialmente como crítico da escola tradicional e reformulador das teorias da Escola Nova.

Freinet criou, na realidade, um movimento em prol da escola popular e isto o distingue dos demais pensadores do movimento da Escola Nova na Europa.
Defendia a livre expressão como um princípio pedagógico. Esta deveria permitir a cada um expressar seus sentimentos, emoções, impressões, reflexões. Favorecia-se a escrita e o acolhimento do "outro", numa pedagogia solidária e cooperativa.

A idéia do trabalho ocupava lugar central na Pedagogia Freinet. Ele critica o trabalho alienado e defende uma educação de caráter politécnico que permitisse às crianças e adolescentes realizarem uma reflexão crítica contra as formas de exploração do trabalho e contra o trabalho fragmentado e alienador. Para Freinet, o trabalho é uma necessidade para os homens, não se devendo fazer distinção entre trabalho intelectual e manual.

A Pedagogia Freinet centrava-se, também, na valorização da vida comunitária, nos interesses dos alunos e na compreensão.

Elementos da pedagogia Freinet

Freinet criou as aulas-passeio, saindo fora dos limites físicos da escola e onde colocando os alunos em contato com a natureza, com o mundo social e cultural. Criou também o Livro da Vida, onde as crianças registravam suas experiências. Os conteúdos e conceitos das diferentes áreas do saber passaram a ser discutidos de forma viva e integrada. Mais tarde, foram criadas a Imprensa Escolar, com os próprios alunos lidando com impressoras e tipos de impressão. Surgiu a correspondência inter-escolar, com os alunos escrevendo para outras crianças de diferentes escolas e regiões dos país. Fichas de estudo passaram a ser organizadas em fichários por temas, fichas auto-corretivas também foram criadas para permitir que os próprios alunos se auto avaliassem.

Na Pedagogia do Bom Senso de Freinet as crianças produziam num clima de trabalho cooperativo, valorizando a vida comunitária, os interesses dos alunos a compreensão e a autonomia.

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Educação e trabalho

Para Freinet o trabalho é uma necessidade para a criança. Assim sendo, as crianças devem ser educadas pelo trabalho aproveitando-se a necessidade de ação, criação e conquista que cada criança tem. O trabalho é visto como um princípio que educa. Os alunos de Freinet participavam de diferentes ações e construções coletivas em prol da melhoria do ambiente escolar e comunitário. Além disso, eram envolvidos em atividades que incluíam impressoras, tipos de impressão, teares, oficinas de arte e artesanato e horta.

Avaliação

Adepto da avaliação contínua, Freinet se reunia com os alunos semanalmente para discutir, com eles, os conteúdos estudados, o que havia sido compreendido e as dificuldades de aprendizado. Elaborou um sistema de fichas auto-corretivas, através das quais os próprios alunos acompanhavam o seu desenvolvimento, se auto-avaliando.

O planejamento

Não sendo seguidor do espontaneísmo, Freinet planejava cuidadosamente suas atividades pedagógicas, esmiuçando os objetivos a serem alcançados. Saindo a passeio com os alunos, fixava os pontos essenciais que deveriam ser observados - vegetais, minerais, animais e as transformações sofridas pelo ambiente, sempre abrindo espaço para a elaboração de textos sobre o que havia sido visto.

A imprensa escolar e a correspondência

Através da imprensa escolar, os alunos elaboravam "jornais" cuja leitura era compartilhada por amigos e familiares. Através da correspondência inter-escolar, os alunos se correspondiam com outros alunos de escolas distantes, enviando fotos, desenhos, cartas, jornais. Foi assim que as crianças da montanha passaram a conhecer o mar, a pesca e os costumes de comunidades que viviam em aldeias marítimas. E estes, ficavam sabendo das colheitas, da vida dos pastores, dos tecelões, das histórias das comunidades do interior.



 

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