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Página 4 de 10 O "imprinting" e a normalização "Imprinting"
é o termo proposto por Konrad Lorenz para dar conta da marca indelével
imposta pelas primeiras experiências do animal recém nascido. O
'imprinting" cultural marca os humanos desde o nascimento, primeiro com
o elo da cultura familiar; depois da cultura da escola, prosseguindo
pela universidade e na vida profissional. A
normalização - forma de estandartização das consciências - é um
processo social (conformismo) que elimina o poder da pessoa humana de
contestar o "imprinting". A noologia: possessão O
autor cita Marx, ao dizer "os produtos do cérebro humano têm o aspecto
de seres independentes, dotados de corpos particulares em comunicação
com os humanos e entre si". Edgar Morin está se referindo às crenças e
idéias - muitas vezes reificadas, corporificadas, a ponto de afirmar
que "as crenças e idéias não são somente produtos da mente, mas também
seres mentais que têm vida e poder; e assim, podem possuir-nos". O
homem, na visão do autor, é prisioneiro, por vezes, de suas crenças e
idéias, nos dias de hoje, assim como o foi, anteriormente, prisioneiro
dos mitos e superstições. O inesperado O
inesperado, no dizer de Morin, "surpreende-nos"; nós nos acostumamos de
maneira segura com nossas teorias, crenças e idéias, sem deixar lugar
para o acolher o "novo". Entretanto, o 'novo" brota sem parar... Quando
o inesperado se manifesta, é preciso ser capaz de rever nossas teorias
e idéias, em vez de deixar o fato novo entrar à força num ambiente (ou
instância, ou teoria) incapaz de recebê-lo.
A incerteza do conhecimento É
preciso destacar, em qualquer educação, as grandes interrogações sobre
nossas possibilidades de conhecer. Pôr em prática as interrogações
constitui o oxigênio de qualquer proposta de conhecimento. E o
conhecimento permanece como uma aventura para a qual a educação deve
fornecer o apoio indispensável.
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