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Maria das Mercês Ferreira Sampaio Educ / Fapesp - São Paulo, 1998 A
autora se apóia no pressuposto de que o currículo em ação (1) se
expressa por meio de situações de ensino, atividades, tarefas e que -
examinadas na relação com a organização da escola - podem desvelar o
processo de aprendizagem e o conteúdo curricular. O
foco de seu estudo é a análise de documentos de recursos impetrados por
alunos, contestando sua reprovação na rede pública estadual de São
Paulo. Seu questionamento: - o que eles pediam (e porque pediam) para permanecer na escola? - Por que a escola lhes impediu a permanência? - O que pretende a escola quando expulsa, pela porta dos fundos, milhares de alunos que gostariam de nela permanecer? A autora persegue dois alvos: - a apreensão do pedagógico, daquilo que está entranhado nas relações curriculares e disciplinares; e -
por conseqüência, daquilo que, por estar arraigadamente entranhado na
nossa escola pública, produz-se como fracasso necessário. E faz duas indagações básicas: - por que a escola pública brasileira fracassa? - Por que é da sua lógica fracassar e imputar ao aluno a culpa do fracasso?
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