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novas tecnologias telemáticas (1) acentuaram a importância da
comunicação virtual (2) ganhando parte do espaço anteriormente
hegemônico da comunicação presencial, característica do ensino
tradicional. Hoje
se fala em cursos pela internet, ou através de CDs, ou via satélite,
com conteúdos fixos ou passados "on line", isto é, com a presença, em
rede, de um comunicador e seus "alunos". São largamente utilizados em
treinamento em serviço, por corporações empresariais e por outros
organismos públicos e privados. Mas
não podemos cometer exageros ou radicalismos. Por mais que o
computador, isolado ou acoplado à internet, seja um elemento
importantíssimo para a pesquisa e o trabalho com informações (e, assim,
peça-chave para a pesquisa e o aprendizado) devemos ter consciência de
que a aventura do conhecer - o aprender a aprender, o descobrir, o
questionar, o refletir - somente tem condições de prosperar na presença
de um mediador - o professor - cujo papel será, certamente,
reformulado, mas cuja importância, pelo menos em parte da consecução
dos currículos, é indiscutível. O
saber e o saber fazer (o domínio do conhecimento e de habilidades, na
linguagem de Paulo Freire (3)) têm sua expressão garantida
exclusivamente a partir do compromisso e envolvimento dos educadores,
presencialmente, como componente do Ensino à Distância (EaD), do
"e-learning" e outras modalidades tecnológicas que surgem todos os
dias, para alegria dos perseguidores de milagres e soluções mágicas
para a educação.
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