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Exclusão
social é um tema da atualidade, utilizado nas mais variadas áreas do
conhecimento, mas com sentido nem sempre muito preciso ou definido.
Primeiro de uma série de artigos, nosso intuito é oferecer uma visão
esclarecedora a respeito.
Pode
designar desigualdade social, miséria, injustiça, exploração social e
econômica, marginalização social, entre outras significações. De modo
amplo, exclusão social pode ser encarada como um processo
sócio-histórico caracterizado pelo recalcamento de grupos sociais ou
pessoas, em todas as instâncias da vida social, com profundo impacto na
pessoa humana, em sua individualidade.
Tecnicamente
falando, pessoas ou grupos sociais sempre são, de uma maneira ou outra,
excluídos de ambientes, situações ou instâncias. Exclusão é "estar
fora", à margem, sem possibilidade de participação, seja na vida social
como um todo, seja em algum de seus aspectos. Outro conceito de exclusão social aplicável à realidade de uma sociedade capitalista é que "excluídas são todas as que não participam dos mercados de bens materiais ou culturais" (Martine Xiberas). Em
termos dialéticos, é um processo complexo e multifacetado
(polissêmico), dotado de contornos materiais, políticos, relacionais e
subjetivos. Não é uma falha, uma característica do processo
capitalista, ou de outro regime político-ideológico: a exclusão é parte
integrante do sistema social, produto de seu funcionamento; assim,
sempre haverá, mesmo teoricamente, pessoas ou grupos sofrendo do
processo de exclusão.
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