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O Portador de Necessidades Especiais - Esse desconhecido Imprimir E-mail
Por Francisco Valente   
23 de julho de 2004
 
 

Podemos, aqui, traçar um quadro simplificado dos principais tipos de necessidades especiais que o professor da escola pública recebe em sala de aula.

Necessidades especiais de ordem

Física: hemiplégicos, paraplégicos, tetraplégicos (incluindo sujeitos com membros amputados).

Sensorial: cegos, surdos e surdos-mudos.

Mental: Síndrome de Down (ou trissomia): acidente genético (descoberto, enquanto acidente genético, recentemente, por Lejeune, em 1958) caracterizado pela existência de um filamento a mais de cromossoma no par 21 (ao invés de 23 pares e 46 filamentos, o sujeito conta com 23 pares e 47 filamentos. Em função disso, os sujeitos apresentam, de modo geral, as seguintes características: rosto redondo, cabelos finos e de textura peculiar, olhos amendoados, membros curtos, mãos e dedos pequenos, baixa estatura, tendência a sobrepeso, e rebaixamento intelectual.
São indivíduos altamente sociáveis e facilmente integráveis em qualquer ambiente. Em sala de aula, em função de algum rebaixamento intelectual (que pode ser muito brando ou severo), apresentam dificuldades em acompanhar o currículo, sendo clientes de salas de reforço (salas de recursos especiais).

Paralisia cerebral: também não se trata de doença, mas, na maioria dos casos, seqüela de parto acidentado ou mal feito. Nas ocorrências mais comuns, a dificuldade da criança em passar pelo duto vaginal faz com que a anóxia (privação de oxigênio) por mais de 3 minutos ocasione injúrias neurológicas que, mais tarde, comporão o quadro denominado paralisia cerebral. Em outras situações, é a agressão por instrumentos (fórceps) que ocasiona fratura óssea no crânio, com possibilidades de hemorragia intra-craniana e comprometimento cerebral, vazamento de olho e outras seqüelas. Pode ocorrer, também, como seqüela neurológica após uma meningite viral ou bacteriana no recém-nascido.

Outros casos de ocorrência se dão por aneurisma de vaso sanguíneo na caixa craniana (geralmente problema congênito) ou por seqüelas após convulsões ocasionadas por febres muito altas, comuns em crianças de pouca idade.Nota-se que muitos dos casos de paralisia cerebral se dão por ignorância, miséria e falta de interesse do poder público em instituir campanhas que estimulem a gestação acompanhada por médico ou parteira.

Os portadores de paralisia cerebral não possuem controle de sua musculatura e, na maior parte dos casos, apresentam deficiências múltiplas: cegueira, surdez, mudez, paralisia total ou parcial de membros e mesmo rebaixamento intelectual. É nesses quadros que se dão a maioria dos casos severos ou muito severos, tornando impraticável a inclusão escolar em salas de aula regulares, devendo o sujeito ser atendido em classes especiais ou classes hospitalares.
 



 

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