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aqui, traçar um quadro simplificado dos principais tipos de
necessidades especiais que o professor da escola pública recebe em sala
de aula. Necessidades especiais de ordem Física: hemiplégicos, paraplégicos, tetraplégicos (incluindo sujeitos com membros amputados). Sensorial: cegos, surdos e surdos-mudos. Mental: Síndrome
de Down (ou trissomia): acidente genético (descoberto, enquanto
acidente genético, recentemente, por Lejeune, em 1958) caracterizado
pela existência de um filamento a mais de cromossoma no par 21 (ao
invés de 23 pares e 46 filamentos, o sujeito conta com 23 pares e 47
filamentos. Em função disso, os sujeitos apresentam, de modo geral, as
seguintes características: rosto redondo, cabelos finos e de textura
peculiar, olhos amendoados, membros curtos, mãos e dedos pequenos,
baixa estatura, tendência a sobrepeso, e rebaixamento intelectual. São
indivíduos altamente sociáveis e facilmente integráveis em qualquer
ambiente. Em sala de aula, em função de algum rebaixamento intelectual
(que pode ser muito brando ou severo), apresentam dificuldades em
acompanhar o currículo, sendo clientes de salas de reforço (salas de
recursos especiais). Paralisia
cerebral: também não se trata de doença, mas, na maioria dos casos,
seqüela de parto acidentado ou mal feito. Nas ocorrências mais comuns,
a dificuldade da criança em passar pelo duto vaginal faz com que a
anóxia (privação de oxigênio) por mais de 3 minutos ocasione injúrias
neurológicas que, mais tarde, comporão o quadro denominado paralisia
cerebral. Em outras situações, é a agressão por instrumentos (fórceps)
que ocasiona fratura óssea no crânio, com possibilidades de hemorragia
intra-craniana e comprometimento cerebral, vazamento de olho e outras
seqüelas. Pode ocorrer, também, como seqüela neurológica após uma
meningite viral ou bacteriana no recém-nascido.
Outros casos de
ocorrência se dão por aneurisma de vaso sanguíneo na caixa craniana
(geralmente problema congênito) ou por seqüelas após convulsões
ocasionadas por febres muito altas, comuns em crianças de pouca
idade.Nota-se que muitos dos casos de paralisia cerebral se dão por
ignorância, miséria e falta de interesse do poder público em instituir
campanhas que estimulem a gestação acompanhada por médico ou parteira. Os
portadores de paralisia cerebral não possuem controle de sua
musculatura e, na maior parte dos casos, apresentam deficiências
múltiplas: cegueira, surdez, mudez, paralisia total ou parcial de
membros e mesmo rebaixamento intelectual. É nesses quadros que se dão a
maioria dos casos severos ou muito severos, tornando impraticável a
inclusão escolar em salas de aula regulares, devendo o sujeito ser
atendido em classes especiais ou classes hospitalares.
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